Abel Ferreira levanta polêmica sobre convocações da seleção
O treinador Abel Ferreira não escondeu sua insatisfação com a lista de convocados para a seleção brasileira, especialmente pela ausência de jogadores do Flamengo e a quase total exclusão do Palmeiras. “O Brasil decide não convocar três ou quatro jogadores do Flamengo, porque do Palmeiras não foi nenhum. Estes são fatos. E a Argentina, com todo o direito, porque é assim que tem que ser, decide convocar dois ou três. O Paraguai decide convocar dois ou três. Este Paraguai, como vocês sabem, também nós não vamos contar com eles”, declarou Abel.
O técnico questionou a justiça dessa situação, destacando a luta do Palmeiras pelo título do Brasileirão. “E eu pergunto a vocês se parece justo uma equipe que está lutando pelo Brasileiro, pelo Brasileirão, haver seleções que dispensam os jogadores e haver outras que os levam para o outro lado do mundo”, afirmou.
Desempenho e liderança no Brasileirão
O Palmeiras vem de vitória sobre o Remo e mantém a pressão sobre o Flamengo, ficando três pontos atrás na tabela do Brasileirão. Com 73 pontos, o Alviverde persegue o Flamengo, que soma 76 após vencer o Grêmio na última quarta-feira (4).
Abel analisou a vantagem dos dois clubes no campeonato: “Se fosse pelo dinheiro e investimento, o Flamengo era sempre campeão. Porque é o clube que mais investe e contrata. Mas não é assim que funciona. A diferença está na consistência. É isso que faz a diferença”.
Leia também: Remador do ES Se Destaca e Garante Vaga na Seleção Brasileira de Remo de Praia Rumo a Los Angeles-2028
Leia também: Arthur Elias convocação seleção para últimos amistoso do ano na Europa
Fonte: atividadenews.com.br
Gestão do elenco e rendimento
Sobre a dificuldade na escalação devido ao desempenho de jogadores como Maurício, Abel destacou que o critério é o rendimento, não nomes. “Eu não jogo só com 11 jogadores. Já disse que comigo não é o nome que joga. É rendimento. Ele já jogou, já ficou de fora, como todos os outros. Preciso perceber quem vou tirar dos outros”, disse.
Perspectivas para o título e expectativas
Abel apontou o Flamengo como favorito na disputa do título. “O Flamengo tem sido muito consistente nesta competição. Estamos atrás deles e eles continuam dependendo de si mesmos. Eles têm tudo para ganhar esta competição”, afirmou.
Quanto ao Palmeiras, o treinador reforçou que não há obrigação de título, mas sim de empenho máximo. “Um campeão não escolhe competição, adversário ou jogos. Escolhe se apresentar e dar o máximo do primeiro ao último minuto. O treinador não obriga a ganhar, obriga a dar o máximo pelo símbolo e pelo clube que representam”, explicou.
Referência a Ayrton Senna e filosofia de jogo
Abel usou uma analogia com Ayrton Senna para ilustrar sua filosofia de trabalho. “É acelerar o máximo nas retas, mas frear antes da curva no momento certo e acelerar na saída. Se só frear na curva, não funciona. Hoje correu tudo bem, e sinto orgulho disso”, comentou.
Leia também: Abel Ferreira aponta árbitro ‘corajoso’ e critica CBF após vitória do Palmeiras
Fonte: belzontenews.com.br
Leia também: Abel Ferreira questiona convocações e destaca Palmeiras na briga pelo Brasileirão
Fonte: belembelem.com.br
Gestão do time e próximas decisões
Sobre a formação do time misto no Brasileirão, Abel afirmou que escolhe os jogadores mais preparados para começar, mas valoriza o elenco completo. “Eu não ganho só com os 11 iniciais. Gano com os 11 e os 5 que estão preparados para entrar. A FIFA só permite 11 em campo e 5 substituições, mas eu gostaria de usar os 28 jogadores”, comentou.
Ele também mencionou as dificuldades com as convocações para seleções, que podem afetar a disponibilidade do elenco. “Flaco joga na véspera do jogo contra o Cruzeiro, Arias também. Os do Paraguai estão do outro lado do mundo. Preciso ver se consigo ter 15 jogadores para o próximo compromisso”, revelou.
Confiança em jogadores da base e preparação
Abel valorizou os jovens no banco de reservas e ressaltou a importância da paciência e do aprendizado. “É importante que as coisas aconteçam no tempo certo. Eles precisam aprender com os mais velhos, com o Lomba, o Gomes, o Emiliano, que treinam com dedicação mesmo sem jogar. A exigência na equipe principal é muito maior do que nas categorias de base”, concluiu.
