Simulação Internacional Marista: Um Espaço de Reflexão
A Assembleia Legislativa do Espírito Santo foi palco, nesta quarta-feira (22), da 9ª edição da Simulação Internacional Marista, que teve como tema central a violência contra a mulher. O auditório Hermógenes da Fonseca ficou repleto de estudantes, que vão do 9º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio, todos da unidade Marista de Terra Vermelha, em Vila Velha.
O vice-diretor educacional da escola, Rodolfo Bernardino, comentou sobre a dinâmica do evento. “Os alunos são desafiados a discutir temas de políticas internacionais, o que lhes permite analisar a realidade mundial e propor diálogos construtivos sobre questões relevantes”, explicou.
Para Bernardino, é crucial fomentar a discussão sobre a violência de gênero entre os alunos. “Estamos simulando o Congresso Nacional, discutindo a lei da misoginia, que é extremamente pertinente. O Espírito Santo figura entre os estados com os índices mais altos de feminicídio e violência contra a mulher. Como uma escola localizada na região 5, de Vila Velha, é imprescindível que busquemos ações que contribuam para a formação de nossos estudantes e para sua compreensão dessa legislação”, destacou.
A Visão dos Estudantes
Entre os participantes, Luiz Philipe Candido Nunes, de 17 anos, do 3º ano do Ensino Médio, enfatizou a relevância do tema. “A violência contra a mulher é um assunto de grande importância na nossa sociedade. Muitas vezes, as pessoas vivem em um ciclo de violência estrutural, acreditando que, por serem homens ou devido à sua etnia ou raça, são superiores. Isso não condiz com a realidade. Hoje, já temos mulheres ocupando cargos políticos, governamentais e todas as profissões, com a mesma capacidade que os homens”, afirmou.
Ele reforçou a necessidade de os homens se conscientizarem e se educarem sobre esses assuntos para promover mudanças comportamentais. “É essencial que os homens participem das discussões sobre violência de gênero. O homem também tem sua parcela de responsabilidade, e sua presença em espaços de debate é fundamental para entender que a relação deve ser de equidade e não de superioridade”, acrescentou.
Luiz Philipe também abordou a violência digital contra as mulheres: “As redes sociais são a principal forma de comunicação atualmente, e seu alcance é infinitamente maior do que o contato físico. É necessário que as pessoas parem de objetificar as mulheres online, seja ao postarem fotos ou ao criarem perfis falsos. As mulheres devem ser valorizadas e respeitadas.”
