Especialização em Furtos em Condomínios de Alto Padrão
No início de 2024, o Espírito Santo foi palco de um audacioso furto cometido por Maria Luyza e Carolina Arraes de Lima. As duas invadiram um apartamento na Praia da Costa e saíram com um impressionante montante de R$ 700 mil, entre joias e outras valuables. O crime foi parte das atividades de uma quadrilha que também incluía Rayssa Carneiro de Arruda e Joel da Silva Santana. A prisão do grupo foi anunciada pela Polícia Civil do Espírito Santo nesta quarta-feira, 6 de dezembro.
A quadrilha, notoriamente especializada em furtos em condomínios de alto padrão, atuava em diversas localidades do Brasil, visando sempre suas vítimas com precisão. O modus operandi do grupo envolvia o levantamento minucioso de informações sobre as vítimas, incluindo suas rotinas, hábitos e bens valiosos.
Planejamento e Execução dos Crimes
De acordo com o delegado Gabriel Monteiro, que comanda o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), os criminosos se utilizavam de informações obtidas em sites hospedados em outros países para planejar suas ações. Equipados com esses dados, eles se apresentavam como parentes das vítimas ou até se faziam passar por moradores do condomínio, utilizando esse artifício para ganhar acesso aos prédios. “Como eles agem? Em regra, são três ou quatro indivíduos. Duas meninas são vestidas de forma apresentável. Uma outra pessoa aguarda do lado de fora, garantindo a fuga caso necessário”, detalhou Monteiro.
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Após conseguirem entrar no condomínio, o foco das jovens era arrombar a porta do apartamento. Para garantir que não havia ninguém em casa, elas costumavam utilizar o interfone ou simplesmente batiam à porta. Na ausência de resposta, a invasão era rápida e eficiente. No dia do furto na Praia da Costa, Maria Luyza e Carolina saíram do imóvel vestindo roupas diferentes e transportando as malas recheadas com os itens furtados.
Identificação e Prisão da Quadrilha
Após o furto, a Polícia Civil conseguiu rastrear o veículo utilizado na fuga, o que levou à identificação da pousada em que o grupo ficou hospedado, localizada em Manoel Plaza, na Serra. Eles permaneceram lá por uma única noite antes de retornarem a São Paulo. Durante a investigação, os policiais conversaram com o proprietário da pousada, que revelou que Joel tinha deixado um documento e um número de telefone. Isso se tornou a chave para descobrir a identidade dos criminosos.
Com as informações em mãos, os agentes conseguiram rastrear Rayssa, dona do número encontrado, e, em um celular apreendido, descobriram uma série de fotos que documentavam outros furtos realizados em estados como Paraná, Bahia e São Paulo. “Essa Rayssa tem uma extensa ficha criminal, especializada nesse tipo de crime. O celular dela continha registros de diversos furtos, incluindo o de Vila Velha”, afirmou o delegado Gabriel Monteiro.
Investigação de Outros Crimes Relacionados
A ação da Polícia Civil não se limitou apenas à prisão do grupo. Outras investigações estão sendo conduzidas em relação a dois crimes que podem estar conectados à quadrilha no Espírito Santo, incluindo um furto ocorrido em Praia de Itaparica, onde foram levados R$ 400 mil em dinheiro e joias, além de outro caso semelhante em Vitória. O trabalho de desmantelar esse esquema criminoso ainda está em andamento, e a polícia continua a coletar informações sobre possíveis vítimas e ocorrências.
