Reação imediata dos mercados internacionais à vitória de Lula
O fundo de ações brasileiras EWZ, negociado nos Estados Unidos, registrou uma queda acentuada de 17,75% no overnight da noite deste domingo (25). Por volta das 22h43, o EWZ era cotado a US$ 35,03, valor significativamente inferior aos US$ 42,59 do fechamento da sexta-feira anterior. A instabilidade também atingiu o mercado asiático: na Bolsa de Tóquio, o ETF que acompanha o Ibovespa recuava 14,37%, cotado a 280 ienes às 22h40 de Brasília, após abrir a sessão japonesa a 299,6 ienes.
Queda do real futuro no mercado de Chicago (CME)
No mercado futuro da CME, em Chicago, o real apresentou desvalorização de 9,97%. O dólar futuro chegou a R$ 5,56 no contrato com vencimento em novembro, conforme cotação das 22h30. Especificamente, o contrato de real com vencimento em novembro de 2026 era negociado a US$ 0,1814 por real, o que representa uma queda de 9,14% para a moeda brasileira. Convertido para reais pelo dólar, o valor do real futuro equivale a R$ 5,5127, alta de 10,06% em relação ao ajuste anterior de R$ 5,0088. Importante destacar que essas cotações referem-se ao mercado futuro negociado em Chicago (CME), que opera antes da abertura dos negócios no Brasil, não refletindo o dólar comercial brasileiro.
Expectativas do mercado e análise econômica
O resultado das eleições surpreendeu parte do mercado financeiro. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, revela que a casa trabalhava com um cenário de leve favoritismo de Flávio Bolsonaro. A perspectiva de mudança de governo e de uma agenda econômica mais liberal havia impulsionado a valorização dos ativos brasileiros após o primeiro turno. A vitória do presidente Lula contrariou essas expectativas e deverá gerar uma semana marcada por forte volatilidade. Investidores precisarão rever suas posições, o que pode provocar oscilações na Bolsa, no dólar e nos juros futuros, além de pressões sobre os títulos públicos.
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Fonte: tcheagora.com.br
Perspectivas para a política fiscal e o crescimento econômico
Segundo Sung, as primeiras sinalizações vindas do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Dario Durigan indicam que o governo poderá adotar um ajuste fiscal mais moderado do que o esperado em um eventual mandato de Flávio Bolsonaro. A Suno projeta um crescimento econômico de cerca de 1,3% para 2027, superior à expectativa anterior, mas também antecipa uma inflação mais resistente, reduzindo o espaço para cortes na taxa básica de juros, a Selic. Em relação ao câmbio, a previsão é de que o dólar se mantenha próximo de R$ 5,40 ao longo de 2027, refletindo as incertezas fiscais e a dinâmica inflacionária.
Rumo das decisões econômicas e o impacto no mercado
Apesar da reação negativa inicial do mercado, o economista destaca que o desempenho dos ativos dependerá das medidas que o governo anunciará nos próximos meses. O pessimismo que marcou a eleição de Lula em 2022 deu lugar a uma melhora nas expectativas com a aprovação do novo arcabouço fiscal em 2023. A expectativa agora é acompanhar como o governo se organizará para 2027, o que será determinante para a estabilidade dos mercados.
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Fonte: diretodecaxias.com.br
Contexto eleitoral e repercussão no mercado
Na disputa presidencial, Lula reverteu a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro no primeiro turno, quando o adversário recebeu 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do presidente. No domingo, Lula assumiu a liderança da apuração às 20h26, e o Datafolha projetou sua vitória às 20h53. Com a reeleição, Lula conquistou seu quarto mandato, cenário que provoca ajustes imediatos nos mercados financeiros, refletindo a incerteza sobre a direção econômica do país.
