Expansão das agtechs no Espírito Santo
O Espírito Santo testemunhou um aumento expressivo no número de agtechs nos últimos anos. De acordo com o Radar Agtech Brasil, o estado passou de 9 startups ligadas ao agronegócio em 2019 para 30 em 2025, mais que triplicando sua presença no setor. Esse crescimento reflete a adoção crescente de tecnologias como inteligência artificial e automação nas atividades do campo, que vêm transformando a forma como os produtores rurais gerenciam suas operações.
Inovação local com alcance nacional
Entre as empresas que se destacam no cenário capixaba está a Olho do Dono, que criou uma tecnologia capaz de estimar o peso de bovinos e suínos usando câmeras 3D combinadas com inteligência artificial. Essa solução permite que os produtores acompanhem o desenvolvimento dos animais sem a necessidade de movimentá-los até balanças convencionais, reduzindo o estresse e o manejo excessivo.
O CEO da empresa, Pedro Henrique Mannato, destaca que a metodologia tradicional de pesagem pode impactar negativamente os animais e exige maior esforço dos produtores. A inovação desenvolvida no Espírito Santo já é utilizada em outras regiões, como em Paranatinga, Mato Grosso, onde o pecuarista Emílio Mendonça aplica a ferramenta em três fazendas.
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Impactos práticos no campo
Para Mendonça, monitorar frequentemente o ganho de peso dos animais é fundamental para decisões estratégicas na produção. Ele ressalta que o lucro da pecuária está diretamente ligado à alimentação diária dos animais e que a solução da Olho do Dono fornece dados precisos sem a necessidade de manipulação do rebanho.
O produtor observa também que a adoção de novas tecnologias está avançando rapidamente no agronegócio brasileiro, especialmente na agricultura, enquanto a pecuária começa a incorporar essas ferramentas gradativamente. Essa tendência evidencia o potencial das agtechs para modernizar o setor.
Perspectivas para o futuro do agronegócio capixaba
Mannato relaciona o crescimento das startups à maturidade do ambiente de inovação no Espírito Santo, apoiado por centros de desenvolvimento e a formação de profissionais especializados. Ele lembra que, já em 2015, o estado possuía conhecimento avançado em inteligência artificial, mesmo antes da popularização do tema.
Segundo o CEO, a automação deve se consolidar como um elemento-chave no agronegócio, elevando a produtividade e a eficiência das operações. O uso dessas tecnologias, como a aplicada em Paranatinga, que permite o monitoramento do rebanho sem retiradas do pasto, deve se expandir, acompanhando o ritmo de modernização que já é mais evidente na agricultura.
