Vitória Coffee Summit 2026: um marco para o café capixaba
O café é um dos principais motores da economia do Espírito Santo, conectando milhares de propriedades rurais aos mercados internacionais e movimentando bilhões de reais. Com uma produção prevista de 19 milhões de sacas para 2026, o Estado mantém sua liderança nacional no café conilon e conquista espaço crescente no segmento de cafés especiais. É nesse cenário promissor que o Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) promove o Vitória Coffee Summit 2026, evento que acontecerá nos dias 20 e 21 de agosto, no Cais das Artes, em Vitória.
Integrando as celebrações dos 80 anos do CCCV, o encontro reunirá exportadores, produtores, representantes da indústria, pesquisadores e especialistas do mercado nacional e internacional para debater os rumos da cafeicultura. A programação inclui palestras técnicas, painéis de discussão, rodadas de negócios e uma feira aberta ao público, que promete atrair até 3 mil visitantes.
Expansão e desafios do café capixaba no mercado global
O secretário executivo do CCCV, Sandro Rodrigues, destaca que o momento é propício para realizar o evento. Em 2024, o Espírito Santo registrou um recorde nas exportações, com 8,4 milhões de sacas embarcadas e receita de US$ 1,8 bilhão somente com o café. “Estamos em um ano favorável para receber importadores e grandes players que enxergam o Espírito Santo como uma origem com produção significativa e logística estratégica próxima ao porto”, afirma.
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Fonte: vitoriadabahia.com.br
Além disso, o setor investiu pesado em infraestrutura, ampliando armazenagem e modernizando a logística para acompanhar o crescimento da produção. “Os exportadores associados ao CCCV investiram na construção de novos armazéns para suportar essa demanda crescente”, ressalta Rodrigues.
Para o presidente do CCCV, Fabrício Tristão, o Summit surge como uma plataforma essencial para discutir os desafios globais da cadeia cafeeira. “Queremos consolidar o Espírito Santo não só como líder na produção, mas também como referência em inteligência de mercado e cooperação internacional”, explica. Ele reforça ainda o caráter internacional do evento, que contará com a presença de lideranças, especialistas e representantes de importantes países produtores e consumidores.
Cais das Artes: símbolo da tradição e inovação no café
O curador do evento, Marcus Magalhães, justifica a escolha do Cais das Artes como sede do Summit. Segundo ele, o espaço traduz a proposta do encontro de unir tradição, conhecimento e inovação. “O Cais das Artes dialoga com o café, com Vitória e com o futuro do setor”, destaca. Magalhães projeta que em agosto a capital capixaba será o epicentro do café no Brasil, assumindo um papel de protagonismo durante o evento.
Impactos sociais e econômicos da cafeicultura no Espírito Santo
O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, reforça a importância da cafeicultura para a economia e sociedade capixaba. Ele classifica o Summit como estratégico, especialmente diante da instabilidade global e das mudanças nos padrões de consumo. “O café é mais do que um produto para o Espírito Santo, é um pilar econômico fundamental. Qualquer crise no setor pode desencadear um efeito social grave no interior do Estado”, alerta Bergoli.
Dados apresentados apontam para uma produção de 19 milhões de sacas em 2026, o que representa um crescimento de 9% em comparação a 2025. O conilon deve alcançar 14,9 milhões de sacas, equivalente a 67% da produção nacional, enquanto o arábica deve crescer 26,5%, totalizando 4,2 milhões de sacas.
Inovação e sustentabilidade: o futuro do café capixaba
O setor também aposta na inovação para garantir competitividade internacional. Entre os projetos em desenvolvimento está a substituição da lenha por gás natural na secagem do café conilon, iniciativa do CCCV em parceria com a ES Gás. Essa mudança busca melhorar a qualidade do produto e reduzir o impacto ambiental, alinhando-se às demandas do mercado global por práticas mais sustentáveis.
