Partidos Buscam Responsabilização da Plataforma
A Federação Brasil da Esperança, que reúne o PT, PV e PC do B, protocolou no domingo (12.abr.2026) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O pedido se concentra na responsabilização do TikTok por supostas práticas de “violência política” e “violência política de gênero”. Os partidos alegam que perfis na rede social têm disseminado vídeos gerados por inteligência artificial, onde mulheres vestindo camisetas com a marca do PT são retratadas sofrendo agressões em simulações que lembram exorcismos.
Um dos perfis mencionados, chamado RehVerse IA, é destacado pela federação e conta com mais de 400 mil seguidores. Na nota, os partidos afirmam que esse perfil “promove o preconceito religioso e a violência contra mulheres”, reforçando a necessidade de uma ação imediata.
Pedido de Identificação e Bloqueio de Conteúdos
Na representação, a federação solicita que o TikTok forneça todos os dados disponíveis sobre o usuário responsável pela conta RehVerse IA, visando sua identificação. Curiosamente, às 4h20 da segunda-feira (13.abr.2026), essa conta foi encontrada como removida da plataforma.
Além disso, os partidos pedem que o TSE emita uma liminar reconhecendo a ilicitude do conteúdo em questão. Eles também solicitam que as redes sociais, incluindo TikTok, Instagram, Facebook, YouTube e Kwai, sejam notificadas para que impeçam a circulação de conteúdos semelhantes. A proposta é que qualquer veiculação desse tipo de material, mesmo por terceiros, seja proibida, refletindo uma preocupação crescente com a segurança e a integridade das mulheres na política.
Reação da ByteDance e Expectativa de Resposta
A equipe de redação do Poder360 tentou, na manhã desta segunda-feira (13.abr), entrar em contato com a assessoria de imprensa da ByteDance, a empresa-mãe do TikTok, buscando uma posição sobre a ação protocolada pela Federação Brasil da Esperança. Até a publicação desta matéria, não houve retorno, e o espaço permanece aberto para qualquer manifestação sobre o tema.
Este caso se insere em um contexto maior de debates sobre a responsabilidade das plataformas digitais na moderação de conteúdos e a proteção contra abusos. À medida que as redes sociais evoluem, questionamentos sobre a ética e a segurança das interações virtuais se tornam cada vez mais relevantes, especialmente quando se trata de temas sensíveis como a política e a violência de gênero.
