Crédito recorde para o Espírito Santo no primeiro semestre
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (bndes) aprovou R$ 3,85 bilhões em crédito para o Espírito Santo no primeiro semestre de 2026, mais que o dobro do valor registrado no mesmo período de 2025, que foi de R$ 1,48 bilhão — um crescimento de 159,2%. Essa elevação expressiva mostra o fortalecimento do papel do banco no financiamento da economia capixaba.
Setores estratégicos beneficiados e destaque para pequenas empresas
Os recursos aprovados contemplaram todos os segmentos da economia local, com destaque para infraestrutura, que recebeu R$ 1,72 bilhão; agropecuária, com R$ 1,35 bilhão; comércio e serviços, R$ 568,5 milhões; e indústria, R$ 209,9 milhões. Uma parte significativa desse montante, R$ 3,33 bilhões, foi destinada a micro, pequenas e médias empresas, que tiveram um crescimento de 131,3% no crédito aprovado em comparação a 2025, quando receberam R$ 1,44 bilhão.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que esses números confirmam a retomada do banco como parceiro-chave para o desenvolvimento. Segundo ele, o banco está impulsionando setores essenciais, do agronegócio à indústria, passando por infraestrutura, comércio e serviços, fortalecendo a economia capixaba.
Investimentos que impactam diretamente a qualidade de vida
Além do crédito aprovado, o BNDES financia atualmente um pacote de investimentos de R$ 1,9 bilhão no Espírito Santo. Os projetos contemplam ações para prevenir enchentes, ampliar a mobilidade urbana, modernizar a infraestrutura logística e reduzir as emissões de poluentes — medidas que prometem efeitos positivos na rotina da população.
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Em termos percentuais, o volume de aprovação no segmento de infraestrutura cresceu 426,2% no estado; agropecuária, 100,8%; e indústria, 91,4%. Esses incrementos reforçam a diversificação dos setores atendidos e o impacto direto no desenvolvimento econômico local.
Desembolso e evolução dos recursos no Espírito Santo
No primeiro semestre, o BNDES desembolsou R$ 2,03 bilhões para o Espírito Santo, o que representa um aumento de 87,5% em relação ao mesmo período de 2025. Desde 2023, os recursos aprovados para o estado somam R$ 17,84 bilhões, um salto de 673,5% em comparação ao intervalo entre 2019 e o primeiro semestre de 2022, quando foram aprovados R$ 2,31 bilhões.
Contexto regional e nacional do crédito BNDES
Na Região Sudeste, as aprovações de crédito chegaram a R$ 44,99 bilhões no primeiro semestre de 2026, 15,1% acima dos R$ 39,08 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. O montante contemplou setores como infraestrutura (R$ 19,83 bilhões), indústria (R$ 11,42 bilhões), comércio e serviços (R$ 8,4 bilhões) e agropecuária (R$ 5,34 bilhões).
As micro, pequenas e médias empresas receberam R$ 21,43 bilhões, frente a R$ 9,95 bilhões no semestre anterior, crescimento de 115,3%. O desembolso na região atingiu R$ 29,67 bilhões, contra R$ 19,95 bilhões em 2025. Desde 2023, a região já acumula R$ 300,3 bilhões em aprovações, superando em 172,5% o volume entre 2019 e o primeiro semestre de 2022.
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Resultados financeiros sólidos do BNDES
No âmbito nacional, o BNDES registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, aumento de 25% em relação a 2025. Nos últimos 12 meses, o lucro alcançou R$ 17,1 bilhões, um recorde para a instituição.
O banco também bateu recordes históricos em ativos totais, que chegaram a R$ 1,05 trilhão, e no patrimônio líquido, que atingiu R$ 181 bilhões — indicadores que refletem a solidez e sustentabilidade do BNDES.
O desempenho operacional acompanhou essa trajetória, com consultas, aprovações e desembolsos superando as marcas dos anos anteriores. O total de aprovações de crédito e operações garantidas cresceu 19% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, com injeção de crédito de R$ 154 bilhões, incluindo R$ 43,4 bilhões em garantias.
As aprovações de crédito atingiram R$ 110,6 bilhões, avanço de 52% em relação a 2025. Os maiores aumentos foram no crédito para infraestrutura, que cresceu 91%, e agropecuária, com alta de 46%, totalizando R$ 46 bilhões e R$ 24,8 bilhões, respectivamente. Créditos para comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões (+27%) e para a indústria R$ 22,5 bilhões (+24%).
