União que impulsiona a agricultura familiar
Nos bananais de Cariacica, o dia começa cedo para os agricultores que há anos batalham para transformar o fruto de seu trabalho em renda. Desde 2017, a cooperativa da Agricultura Familiar de Cariacica (CAFC) vem mudando esse cenário. Criada para enfrentar as dificuldades que os produtores tinham na hora de vender suas bananas, a cooperativa conseguiu ampliar o alcance da produção, levando a fruta para mercados antes inacessíveis.
O cooperativismo abriu novas portas para quem quer permanecer na terra e garantir o sustento da família. Para esses agricultores, a banana deixou de ser apenas o fruto cultivado para consumo local e passou a ser fonte de renda estável e possibilidade de crescimento. A produção já não fica restrita às feiras da região; chega agora a escolas, outros estados e até atravessa as fronteiras brasileiras.
Transformação econômica para famílias rurais
Por trás da banana, está o esforço de famílias que mantêm viva a tradição da agricultura familiar, enfrentando a pressão dos preços baixos e a dificuldade para escoar a produção. Sérgio Boldi, agricultor de 52 anos e integrante da CAFC, relembra a época em que vender a banana era tão complicado quanto cultivá-la. Para ele, a cooperativa representou a chance de enfrentar esses obstáculos coletivamente e assegurar melhores condições para o produtor.
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“Desde criança, estou ligado à agricultura. Meus pais eram agricultores e continuamos nessa atividade porque acreditamos na importância de produzir nosso próprio alimento”, conta Sérgio. A dificuldade de vender a banana entre 2016 e 2017, com preços muito baixos e falta de compradores, motivou a criação da cooperativa, que hoje atua para garantir a valorização do produto e reduzir perdas.
Novos mercados e crescimento da produção
Antes da cooperativa, muitos agricultores dependiam de feiras e atravessadores para vender a banana, o que limitava o preço e a quantidade negociada. Eduardo Geraldo Facco, que entrou na CAFC ainda no começo, destaca que a organização ajudou a abrir novos mercados e duplicar a produção dos associados. A comercialização mais eficiente trouxe segurança e evitou que parte da colheita fosse perdida por falta de escoamento.
“No passado, cheguei a perder produção porque o preço baixo não compensava nem o corte ou transporte da banana”, revela Eduardo. Hoje, a cooperativa atua para garantir que o esforço no campo se traduza em resultados concretos para as famílias, fortalecendo a economia local e incentivando a permanência dos agricultores no campo.
Essa transformação na comercialização da banana em Cariacica mostra como a união e o trabalho coletivo podem mudar a realidade da agricultura familiar. A CAFC não só ampliou o mercado, mas também trouxe estabilidade e perspectiva para produtores que investem na terra com esperança e determinação.
