Aumento da Cobrança por Direitos Trabalhistas
Na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), as discussões desta segunda-feira (11) foram marcadas pela defesa de melhores salários para os trabalhadores da limpeza urbana e pela prisão da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Limpeza e Conservação do Estado (Sindilimpe-ES). Durante as sessões ordinária e extraordinária, o deputado estadual Callegari (DC) expressou seu apoio ao Projeto de Lei 4.146/2020, que tramita no Congresso Nacional e estabelece um piso salarial de R$ 3.036 para a categoria, incluindo garis, varredores de rua e podadores de árvore.
O parlamentar destacou que, apesar de a proposta já ter sido aprovada na Câmara dos Deputados e estar atualmente sob análise no Senado, o montante ainda é considerado muito abaixo do que a categoria merece. “Sinto-me triste ao constatar que ainda não existe um piso compatível para esses trabalhadores. É difícil imaginar que, em muitos estados, profissionais como garis e varredores de rua estejam recebendo menos do que R$ 3.036”, ressaltou Callegari, enfatizando as condições insalubres enfrentadas por esses trabalhadores no dia a dia.
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Fonte: cidaderecife.com.br
Em sua fala, o deputado também anunciou planos de enviar ofícios aos três senadores capixabas, solicitando apoio à proposta de piso salarial e incentivou uma mobilização para garantir a aprovação do texto. “Já pararam para pensar na importância dessa profissão? Imaginem nossas cidades sem os trabalhadores da limpeza urbana. O que seria? Um caos! A proliferação de doenças e um retorno do nosso lixo contra nós mesmos”, afirmou Callegari, enfatizando a relevância da atividade.
Callegari ainda mencionou que, em sua visão, o piso salarial deveria ser elevado a pelo menos R$ 6 mil, em função da importância da atividade e das difíceis condições de trabalho que a categoria enfrenta.
Repercussão da Prisão da Sindicalista
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
No período da sessão ordinária, a prisão de Evani dos Santos, presidente do Sindilimpe-ES, também gerou repercussão entre os parlamentares. Ela foi detida pela Guarda Municipal de Vila Velha durante uma manifestação pacífica do sindicato, que tinha como pautas denúncias de demissões por motivação política e atrasos salariais vinculados a uma empresa terceirizada contratada pela prefeitura local.
A deputada Iriny Lopes (PT) criticou a forma como o caso foi conduzido e pediu providências a respeito das denúncias de descumprimento dos direitos trabalhistas. “Uma empresa terceirizada vinculada à Prefeitura de Vila Velha não está respeitando os direitos dos trabalhadores. Não está realizando os pagamentos, e essa é a questão central. Meu repúdio é à Prefeitura, que poderia ter negociado com a empresa sobre o descumprimento de uma cláusula mínima, que é assegurar os pagamentos”, declarou Lopes.
A deputada Camila Valadão (Psol) também expressou solidariedade à sindicalista e pediu sua liberação imediata. “Ela tem a função de representar os trabalhadores da limpeza, um dos setores mais precarizados do mercado de trabalho. Vimos demissões de pais e mães que sustentam suas famílias. Deixo aqui meu repúdio à atuação da Guarda Municipal e a minha solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras, e irei cobrar a soltura da presidenta”, afirmou Valadão.
Esses eventos colocam em evidência, no mesmo dia, tanto a discussão nacional sobre a valorização salarial da categoria quanto as denúncias locais relacionadas às condições de trabalho, pagamentos e representação sindical no setor de limpeza urbana.
