Iniciativas para a Preservação do Patrimônio Arqueológico
Nos dias 27 a 29 de abril, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) promoveu uma série de atividades no Espírito Santo, focando na valorização e preservação do patrimônio arqueológico. A programação incluiu encontros institucionais, visitas técnicas e esforços para estabelecer parcerias, contando com a presença da coordenadora de Preservação do Centro Nacional de Arqueologia (CNA), Ana Paula da Rosa Leal, e da equipe da superintendência do Instituto no estado.
A proposta principal foi ampliar o diálogo com Instituições de Guarda e Pesquisa de Bens Arqueológicos e apresentar a Portaria Iphan nº 271/2025, que normatiza diretrizes para a gestão e preservação de acervos arqueológicos. O evento também buscou discutir formas de aumentar o acesso do público a esses importantes bens culturais.
Segundo Ana Paula da Rosa Leal, as Instituições de Guarda e Pesquisa desempenham um papel fundamental, pois não apenas preservam e pesquisam, mas também divulgam as coleções arqueológicas e promovem a interação com a sociedade. “Este evento organizado pela superintendência foi muito interessante, e esperamos que dele resulte em uma rede de diálogo constante, possibilitando a construção coletiva de alternativas para a proteção dos acervos do estado”, salientou.
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As atividades começaram com um encontro na Escola de Ciência, Biologia e História (ECBH), localizada em Vitória. Representantes de diversas instituições e órgãos culturais de municípios como São Mateus, Serra, Vila Velha e Anchieta se reuniram para conhecer a nova exposição do setor de arqueologia do espaço. Esse encontro também sinalizou a possibilidade de criação de uma rede estadual de instituições, com foco na cooperação e na difusão do patrimônio arqueológico.
Visitas Técnicas e Fortalecimento de Parcerias
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Nos dias seguintes, a equipe do Iphan visitou instituições de guarda e espaços expositivos, incluindo o Instituto de Pesquisa Arqueológica e Etnográfica Adam Orssich (IPAE), o Centro de Educação Ambiental Jacuhy e o Museu da História da Serra. Durante essas visitas, os técnicos puderam avaliar as condições de preservação dos acervos e ouvir as demandas locais. A programação ainda incluiu uma visita ao Sítio Histórico e Arqueológico de Queimado, localizado em Serra, que foi reconhecido como patrimônio cultural Brasileiro em novembro de 2025.
Para encerrar as atividades, os técnicos do Iphan participaram de uma reunião com o IPAE, centrando-se no fortalecimento das parcerias institucionais e na continuidade das ações conjuntas. Yuri Batalha, chefe da Divisão Técnica da Superintendência do Iphan no Espírito Santo, destacou a relevância das ações realizadas, que representam um progresso significativo na política de preservação do patrimônio arqueológico. Ele enfatizou a importância da Portaria Iphan nº 271/2025 como um guia fundamental para melhorar a gestão desses bens culturais e o potencial de uma rede estadual colaborativa voltada à proteção e divulgação desse valioso patrimônio.
