Conglomerado Espanhol de Olho em Projeto de Dessalinização
O Grupo Cox, um importante conglomerado de capital espanhol atuando em setores como energia e gestão de recursos hídricos, está de olho na construção e operação da usina de dessalinização de água do mar que a Cesan planeja implantar em Guarapari, no Espírito Santo. O investimento previsto ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão e a concessão pode alcançar até R$ 7,5 bilhões. Recentemente, executivos da Cox visitaram o Espírito Santo para se aprofundar no projeto e se reuniram com representantes da companhia de saneamento. Durante as conversas, eles deixaram claro seu apetite para participar do leilão, que está agendado para 2027.
“Estamos muito interessados no projeto da dessalinizadora do Espírito Santo. Conhecemos bem o Brasil, estamos aqui há 35 anos, somos proprietários da antiga Abengoa, que atuava em diversas áreas, inclusive na dessalinização. A Cox está expandindo sua atuação no setor e consideramos o projeto do Espírito Santo como uma prioridade dentro da área de Águas, que queremos desenvolver. Temos observado diversos projetos, e o do Espírito Santo é bastante promissor. Temos total interesse na obra, operação e manutenção”, afirmou Pablo Quevedo, diretor da Cox.
Detalhes do Projeto de Dessalinização
A proposta da usina de dessalinização foi elaborada por outra empresa de capital espanhol, a GS Inima. Este projeto se enquadra na categoria de Manifestação de Interesse Privado (MIP), onde uma empresa privada apresenta espontaneamente uma proposta ao governo. Os estudos indicam que a unidade terá capacidade para tratar 1.216 litros de água do mar por segundo em Guarapari, localizada às margens da Rodovia do Sol, nas proximidades da divisa com Vila Velha. O investimento total previsto é de R$ 1,07 bilhão.
A escolha do local para a implantação do projeto foi estratégica, levando em consideração a história da região em relação à escassez de água. O tamanho da unidade foi projetado com uma visão de longo prazo, considerando o crescimento populacional ao longo dos próximos 40 anos, incluindo o aumento da população flutuante durante as temporadas de verão. Para validar o estudo realizado pela GS, a Cesan contratou a Fundação Getúlio Vargas e planeja submeter o projeto à análise do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo ainda em 2026.
