A Cultura em Transformação
Recentemente, a gestora cultural Eliane Parreiras foi entrevistada no programa “EM Minas”, veiculado pela TV Alterosa e Portal Uai. Durante a conversa, ela compartilhou suas experiências ao longo de cerca de trinta anos, transitando entre o poder público e a iniciativa privada, revelando os desafios e conquistas que marcaram sua trajetória profissional.
Parreiras, que recentemente assumiu a diretoria-executiva da Associação Cine Theatro Brasil, cargo que, segundo o prefeito Álvaro Damião, foi um convite irrecusável, expressou sua empolgação com essa nova etapa. “Minha carreira é marcada por experiências em ambos os setores. Acredito que as perspectivas trazidas por esses dois ambientes são complementares e enriquecedoras”, afirmou.
Durante quase quatro anos à frente da Secretaria Municipal de Cultura, Parreiras desenvolveu uma forte paixão pelo municipalismo, que, segundo ela, possui um potencial transformador para o Brasil. “Sair foi uma decisão difícil, mas a chance de voltar à iniciativa privada é uma oportunidade única”, disse.
Reflexões sobre Gestão Cultural
Ao ser questionada sobre o que poderia ter sido feito de diferente durante seu tempo na Secretaria de Cultura, Parreiras foi direta. “Os desafios na gestão pública são imensos. Não se trata apenas de orçamento, mas envolve a idoneidade, os procedimentos de controladoria e a busca por novas fontes de financiamento”, destacou. Apesar das dificuldades, ela mencionou que muitas conquistas significativas estão a caminho e que serão anunciadas em breve pelo prefeito.
Uma das questões mais debatidas é a revitalização do Museu de Arte da Pampulha, um projeto há muito aguardado. Em relação a isso, Parreiras afirmou: “O Conjunto Moderno da Pampulha é uma das minhas grandes paixões. Desde que assumi a prefeitura, meu objetivo foi fortalecer esse espaço, e conseguimos lançar o edital de licitação para a obra.” Ela revelou que cerca de R$ 30 milhões serão investidos na recuperação e ampliação do local, visando melhorar a acessibilidade e integrar ainda mais o museu ao seu entorno.
Iniciativa Privada e a Diferença na Gestão
Sobre sua transição para a iniciativa privada, Parreiras comentou as diferenças e desafios que surgem nesse novo cenário. “Os desafios são distintos, mas, em cada instituição onde trabalhei, sempre houve um forte compromisso em conciliar os interesses públicos e privados”, explicou. A gestora ressaltou que, mesmo na gestão privada, a colaboração com artistas, coletivos culturais e financiadores é essencial para o fortalecimento do setor.
Ao compartilhar suas experiências, Parreiras relembrou seus primeiros passos no Museu de Arte da Pampulha e sua trajetória no Palácio das Artes, onde ocupou diversos cargos. “Foi um trajeto enriquecedor e desafiador, que envolveu atuação em várias instituições e projetos culturais relevantes”, contou.
O Palácio das Artes como Referência Cultural
Questionada sobre o Palácio das Artes, um ícone cultural em Minas Gerais, Parreiras não hesitou em elogiar o espaço. “É uma potência, um centro de exibição e criação com orquestra, coral e companhia de dança. Assim, ele se consolidou como um centro de formação cultural”, defendeu. Parreiras manifesta esperança de que o Palácio ocupe um lugar de destaque na cidade e que estabeleça parcerias que reforcem seu papel.
Ela finalizou a entrevista expressando a esperança de que todos os governos se comprometam com o investimento e a sustentabilidade do Palácio das Artes, um patrimônio público que precisa de apoio contínuo para se manter relevante na cena cultural brasileira.
