Avanços no Combate à Violência Doméstica
Nesta sexta-feira, 8 de maio, o Centro Histórico de Vitória (ES) será palco do lançamento do livro “Jacqueline Moraes: Quando o incômodo vira política pública”. A obra destaca os significativos avanços na luta contra a violência doméstica no Espírito Santo, onde a proteção à mulher se tornou uma prioridade. De acordo com dados recentes, a violência contra a mulher é um dos maiores problemas sociais enfrentados no estado, mas um dado animador emerge: as vítimas estão se sentindo mais à vontade para romper o silêncio. Em 2025, a Polícia Civil registrou uma média de cerca de 200 ligações diárias para denunciar casos de violência. Esse panorama desafiador levou à criação de uma rede estadual de apoio que, ao longo dos últimos anos, alcançou 175 mil mulheres por meio de ações abrangentes, que vão desde o acolhimento até a promoção da autonomia financeira.
A estruturação dessa rede de atendimento inclui a criação da Secretaria Estadual das Mulheres e a ampliação das políticas em municípios do interior, ações que têm se mostrado centrais na proteção das mulheres capixabas.
Centros Margaridas: Um Refúgio para Mulheres
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Desde a criação da Secretaria das Mulheres, o Espírito Santo viu um aumento significativo no número de Organismos de Políticas para as Mulheres (OPMs), passando de quatro para 40 nos últimos três anos. Essas unidades contam com infraestrutura adequada, suporte técnico e capacitação para implementar ações efetivas de proteção. Um exemplo notável é o aumento de 10 unidades dos Centros Margaridas, que oferecem orientação jurídica e psicológica às vítimas de violência, totalizando 15 mil atendimentos até o momento.
A metodologia que possibilitou esse avanço será um dos temas centrais abordados no novo livro de Jacqueline Moraes, ex-secretária das Mulheres e ex-vice-governadora do Estado, que teve um papel crucial na implementação dessas políticas.
A Pauta Feminina em Várias Frentes
Jacqueline Moraes, que também é uma voz ativa nessa luta, afirma que a subnotificação da violência sempre foi um grande obstáculo. “Hoje, as mulheres estão se sentindo mais encorajadas a buscar apoio. A pauta feminina transcende as questões de segurança pública, abrangendo áreas como saúde, assistência social e justiça. A repressão é importante, mas não é suficiente. Precisamos de uma rede robusta, atuando de forma integrada”, afirmou em uma de suas análises apresentadas no livro.
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Durante sua gestão como vice-governadora, de 2019 a 2022, Jacqueline percebeu que a violência contra a mulher não pode ser tratada como responsabilidade de uma única pasta. Deve ser uma prioridade em todas as políticas públicas. Essa visão abrangente é um dos pilares que sustentam as propostas contidas na obra.
Estimular Denúncias e Acesso aos Serviços
A publicação também apresenta como os Centros Margaridas expandiram suas operações de quatro para 10 unidades, além de ressaltar a importância da articulação com municípios e órgãos do sistema de justiça. Tais ações são fundamentais para ampliar o acesso aos serviços disponíveis e encorajar as mulheres a denunciarem abusos.
Além disso, o livro traça a trajetória pessoal de Jacqueline, desde sua infância até sua atuação no governo, evidenciando como suas experiências de vida, incluindo sua história como camelô e defensora dos direitos dos trabalhadores, moldaram sua abordagem na gestão pública.
Serviço
Lançamento do livro: “Jacqueline Moraes: Quando o incômodo vira política pública”, Editora Pense
Data: 8 de maio
Local: Mercado da Capixaba, Avenida Jerônimo Monteiro – Centro Histórico de Vitória (ES)
Horário: 19 horas
