Crescimento do Comércio no Espírito Santo
O Espírito Santo se prepara para um expressivo crescimento no setor de comércio e serviços, com a expectativa de abrir cerca de dez novas lojas diariamente até o final do ano. Essa expansão é liderada principalmente pela inauguração de pequenos estabelecimentos, conforme análise do vice-presidente da Federação de Comércio do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin.
De acordo com Bergamin, a previsão é que haja um aumento de aproximadamente 7% no total de estabelecimentos comerciais no estado, o que representa entre 3 mil a 5 mil novas lojas em um ano. “Além de shoppings e grandes lojas, estamos observando uma distribuição mais equilibrada de estabelecimentos, o que reflete um investimento menor, mas localizado,” explica.
O vice-presidente destaca que o mercado está se tornando mais horizontal, com a emergência de pequenos negócios em condomínios e bairros. “Não estamos criando grandes polos, mas uma cadeia robusta de pequenos negócios próximos às residências. Isso serve para atender às necessidades diárias dos consumidores por produtos e serviços,” complementa.
Bergamin também sinaliza uma tendência de fracionamento do mercado, onde negócios maiores estão se dividindo em diversos pontos comerciais menores. Um exemplo disso é a abertura de vários mercadinhos em vez de um único supermercado grande, permitindo que os clientes tenham acesso a produtos de maneira mais prática.
A Nova Era do Varejo
Segundo Bernardo Buteri, analista de Relacionamento do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae-ES), a manutenção de lojas on-line tem sido uma estratégia comum entre muitos empreendedores, que também estão investindo em pontos de venda compactos e mercadinhos. “Os consumidores valorizam a conveniência, o atendimento personalizado e a rapidez na compra do dia a dia — características que uma loja de bairro oferece de forma mais eficiente,” afirma Buteri. Ele observa que o modelo híbrido de lojas on-line e físicas está se consolidando como uma tendência crescente no comércio capixaba.
Alberto Gavini, diretor-geral da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo do Espírito Santo (Aderes), complementa a análise ao afirmar que a população tem buscado pequenos espaços comerciais por um desejo de estreitar laços com a comunidade local, especialmente no cenário post-pandemia. “Embora as vendas pela internet tenham ganhado destaque, o espaço físico continua sendo estratégico para micro e pequenos empreendedores. Ele ajuda a criar uma identidade no bairro,” conclui Gavini.
Assim, a abertura de novas lojas no Espírito Santo não é apenas um reflexo do crescimento econômico, mas também uma resposta às novas demandas dos consumidores, que buscam conveniência e uma maior conexão com suas comunidades.
