O impacto positivo na saúde mental e na qualidade de vida
Habitar próximo ao mar deixou de ser apenas um sonho associado a momentos de lazer para se transformar em uma busca constante por qualidade de vida, especialmente no estado do Espírito Santo. A popularidade das regiões litorâneas tem atraído pessoas em busca de um equilíbrio saudável entre trabalho e lazer, um movimento que vai além da beleza natural das praias, refletindo em melhorias significativas na saúde e no bem-estar.
Diversas pesquisas científicas corroboram essa mudança de comportamento. Um estudo realizado pela Universidade Estadual de Ohio, publicado na revista Environmental Research, revelou que indivíduos que residem até 48 quilômetros da costa possuem, em média, um ano a mais de expectativa de vida. Para isso, a pesquisa analisou dados de mais de 66 mil distritos nos Estados Unidos, mostrando uma correlação entre a proximidade do oceano e a longevidade.
No contexto brasileiro, o Espírito Santo se destaca por sua vocação litorânea, com dados que acompanham essa tendência. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a expectativa de vida ao nascer no estado atingiu a marca de 79,8 anos em 2022, posicionando-se como a segunda maior do país.
Menos ansiedade, mais bem-estar emocional
Os benefícios de residir próximo ao mar não se restringem à saúde física. Uma pesquisa da Universidade de Exeter apontou que pessoas que vivem a menos de um quilômetro da costa têm 22% menos chances de desenvolver depressão e ansiedade em comparação àquelas que habitam áreas urbanas mais densas. Essa estatística reforça a importância do ambiente no equilíbrio emocional.
De acordo com a psicóloga Gisélia Freitas, o contato diário com a natureza exerce uma influência direta sobre o bem-estar mental. “O convívio próximo ao meio ambiente natural contribui para a redução do estresse, melhora o humor e promove um impacto positivo na saúde emocional. Indivíduos que estão mais equilibrados emocionalmente tendem a ter uma vida mais longa”, ressalta.
Atividades físicas e vida ao ar livre
Outro aspecto relevante é a propensão natural a praticar atividades físicas. Atividades como caminhadas pela orla, natação no mar, futevôlei e ciclismo fazem parte da rotina dos moradores do litoral. A infraestrutura urbana, que favorece a mobilidade a pé, também estimula interações sociais e um estilo de vida mais ativo.
Esse conjunto de benefícios é um dos motivos que explica a valorização crescente de imóveis localizados à beira-mar. Para Eduardo Reis, a qualidade de vida, a privacidade e as experiências proporcionadas por esse estilo de vida são fatores decisivos para a escolha de um imóvel. “Viver de frente para o mar significa poder praticar esportes pela manhã, relaxar e ter uma rotina mais saudável. Isso impacta significativamente na decisão de compra”, afirma.
Uma nova forma de viver
Para aqueles que optaram por fazer da praia o seu lar diário, a ideia de voltar atrás parece inimaginável. A analista de dados Moana Lyrio, que cresceu em um apartamento voltado para o mar, transformou essa vivência em uma parte fundamental de sua identidade. “Tudo o que faço é em contato com a natureza. A praia não é somente uma paisagem, mas parte intrínseca da minha vida”, conta.
Esse laço profundo explica por que, para muitos, o litoral deixa de ser apenas um destino de férias e se torna um endereço permanente. O som das ondas, a conexão com a natureza e a constante sensação de bem-estar formam uma relação que transcende a simples habitabilidade do imóvel, impactando diretamente na saúde física e mental.
