Crescimento no Setor Imobiliário
Em um ano marcado por taxas de juros elevadas e crédito restrito, Vila Velha se destacou em 2025 como a cidade com o maior número de unidades imobiliárias em produção no Espírito Santo. O município liderou com ampla vantagem o ranking estadual no primeiro semestre do ano, reafirmando sua posição de destaque na construção civil.
De janeiro a junho de 2025, foram contabilizadas 8.977 unidades em construção em Vila Velha, mais do que o dobro da cidade de Serra, que ocupou a segunda posição com 3.846 unidades. Vitória, por sua vez, ficou em terceiro lugar com 3.625 unidades. Esses dados fazem parte dos 43º e 45º Censos Imobiliários do Sinduscon-ES, sendo o mais recente divulgado em outubro deste ano.
O desempenho de Vila Velha é ainda mais significativo considerando o contexto econômico desafiador enfrentado em 2025. A taxa Selic foi mantida em 15% durante todo o ano, criando um ambiente difícil para a indústria da construção civil, que depende fortemente de financiamentos e da disponibilidade de crédito tanto para empresas quanto para consumidores.
Crescimento do Setor no Estado
Contudo, o Espírito Santo demonstrou resiliência. No primeiro semestre de 2025, o número de unidades residenciais e comerciais em produção no Estado aumentou 15,3% em comparação ao mesmo período de 2024, subindo de 14.885 para 17.177 unidades em produção.
Para o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, esses números refletem uma política eficaz de desenvolvimento econômico e urbano, pensada para liberar investimentos e proporcionar previsibilidade ao setor. “Vila Velha criou um ambiente seguro para quem quer investir e morar. Nosso Plano Diretor é moderno, equilibrado e traz clareza às regras do jogo. Isso atrai empreendimentos, gera empregos e movimenta a economia, mesmo em um cenário nacional adverso”, afirmou o prefeito.
Desafios e Oportunidades no Setor
Apesar do avanço na produção, os indicadores econômicos do setor da construção civil oscilaram ao longo do ano. No âmbito nacional, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção revisou suas projeções de crescimento do PIB do setor, reduzindo a expectativa de 3% para apenas 1,3%. O Espírito Santo também enfrentou desafios, com o setor registrando uma retração de 1% no primeiro semestre, segundo o Indicador de Atividade Econômica da Findes (IAE-Findes).
A geração de empregos acompanhou esse ritmo lento, com a criação de 1.463 vagas na construção civil entre janeiro e outubro de 2025, um número significativamente inferior às 5.885 vagas criadas no mesmo período do ano anterior.
Desburocratização e Estímulo ao Desenvolvimento
Apesar das dificuldades, Vila Velha manteve um desempenho acima da média estadual, impulsionada por iniciativas concretas de desburocratização, segurança jurídica e estímulo ao desenvolvimento sustentável. Everaldo Colodetti, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, atribui o resultado a um planejamento cuidadoso e ao diálogo constante com o setor produtivo. “Enquanto os juros freiam o mercado, Vila Velha acelera no que está ao seu alcance: processos mais rápidos, regras claras e apoio ao empreendedor. Isso faz a cidade seguir crescendo mesmo quando o cenário externo aperta”, comentou.
Habitação Popular em Ascensão
Outro dado relevante dos Censos Imobiliários é a diversificação do mercado. No Espírito Santo, 59,8% das unidades em produção no primeiro semestre de 2025 foram de médio e alto padrão, enquanto os empreendimentos econômicos, associados ao programa Minha Casa Minha Vida, representaram 40,2% do total. Este crescimento do segmento popular, que em 2024 correspondia a 32,9%, indica um avanço significativo no acesso à habitação para diferentes perfis de renda em Vila Velha.
Com os dados do fechamento de 2025, fica evidente que, mesmo diante de desafios, Vila Velha continua a se firmar como o principal canteiro de obras do Espírito Santo.
