Crescimento do Mercado Imobiliário na Grande Vitória
No segundo semestre de 2025, as vendas de lançamentos residenciais na Grande Vitória atingiram a marca expressiva de R$ 3,2 bilhões. Esse desempenho fez com que o setor imobiliário movimentasse cerca de R$ 500 milhões mensalmente, refletindo a forte demanda por novos imóveis na região.
Os dados são do indicador Valor Geral de Venda (VGV), que analisa o mercado primário na Grande Vitória. Este levantamento foi divulgado em conjunto com o Censo Imobiliário, lançado na 46ª edição pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (Sinduscon-ES).
Durante o estudo, foi identificado que 19.469 unidades estavam em construção, das quais 18.969 eram residenciais. Um impressionante 74,9% dessas unidades já foram vendidas, mostrando um dinamismo considerável no setor. Eduardo Borges, diretor de Economia e Estatística do Sinduscon-ES, ressalta que os preços dos imóveis residenciais variam, sendo mais elevados em Vitória, seguidos por Vila Velha e Serra.
Desempenho das Construtoras e Preços dos Imóveis
Borges também destacou que, no semestre anterior, as construtoras lançaram uma quantidade maior de unidades do que as que foram concluídas, totalizando apenas 1.512 novas unidades no mercado. Essa tendência indica um aquecimento na atividade construtiva, resultado da confiança do empresariado na capacidade do mercado de absorver novos lançamentos, o que traz como consequência o aumento na arrecadação de impostos e a criação de novas oportunidades de emprego.
O Censo Imobiliário revelou que o preço médio do metro quadrado em Vitória, para imóveis de quatro quartos ou mais, foi de R$ 22.713. Já em Vila Velha, o preço médio para o mesmo tipo de imóvel ficou em R$ 19.939. Em contrapartida, Cariacica apresentou o menor preço médio na tipologia de dois quartos, com imóveis no programa Minha Casa Minha Vida custando em média R$ 6.152.
Esses números não apenas refletem um mercado em expansão, mas também apontam para a recuperação econômica da região, com um olhar otimista para o futuro do setor imobiliário. Especialistas acreditam que a continuidade desse crescimento dependerá de fatores como a manutenção de taxas de juros acessíveis e políticas públicas de incentivo à habitação.
