Descontentamento e Projeções Políticas
Em uma declaração incisiva, o secretário estadual da Saúde e deputado licenciado, Tyago Hoffmann (PSB), um dos principais assessores do governo do Estado, expressou sua insatisfação com o prefeito Arnaldinho. Em entrevista à coluna De Olho no Poder, ele classificou a atitude do gestor municipal como um “erro” e uma “ingratidão”. Apesar da crítica, Tyago reafirmou que o governo ainda considera Arnaldinho parte do grupo político do governador Renato Casagrande e se comprometeu a “lutar” para mantê-lo na base aliada.
“Ainda entendemos que Arnaldinho faz parte do grupo. Acredito que foi um erro dele. No entanto, não vamos deixá-lo de lado somente por uma falha”, declarou Tyago. Ao ser questionado sobre a natureza do erro, o secretário não hesitou: “A política é feita de gestos. Esse é um gesto inadequado, pois todos já estão cientes de que Pazolini está na disputa.” Mesmo assim, ele assegurou a intenção de manter Arnaldinho ao lado do governo na corrida eleitoral deste ano.
Avaliação da Parceria entre Estado e Município
O secretário também comentou sobre a relação entre o governo do Estado e a Prefeitura de Vila Velha. Tyago enfatizou que a postura de Arnaldinho não ficará sem repercussão no olhar público. “A política julga comportamentos. Ela pode amar as traições, mas odeia os traidores. Com todo respeito ao Arnaldinho, as obras que melhoraram a vida dos cidadãos de Vila Velha são frutos do trabalho do governo do Estado”, afirmou.
Muitas vozes dentro do círculo político de Casagrande passaram a rotular Arnaldinho como um traidor. Contudo, Tyago optou por não usar essa terminologia, considerando que ainda não houve uma consolidação de tal traição, embora tenha reafirmado que a ingratidão é evidente. “Mesmo se fosse um adversário político, o governador investiria em Vila Velha. O que desejamos é que todos reconheçam esse ganho político e mantenham a reciprocidade com a liderança do governador”, explicou.
Sinais de Alianças e Possíveis Consequências
Apesar das alucinações sobre uma aliança com Pazolini, Arnaldinho não anunciou oficialmente nenhuma mudança de rumo. Os sinais, como fotos em eventos e interações públicas, são notáveis, mas o silêncio sobre um acordo formal persiste. “Se fosse um filme, o prefeito poderia ser apenas um coadjuvante. Ele tem a chance de ser um político influente no Espírito Santo ou de ter uma carreira menos impactante”, ponderou Tyago.
O secretário alertou que Pazolini não abrirá mão de sua candidatura ao governo em favor de Arnaldinho. “Ao abrir mão para Pazolini, ele trocaria seu protagonismo por um papel secundário. O que não faz sentido é abrir mão para o candidato de Pazolini e não para o governador, que é o líder do projeto”, destacou.
Críticas Diretas ao Comportamento de Pazolini
Na mesma linha, Tyago elevou o tom contra o prefeito de Vitória, acusando-o de comportamentos “prepotentes” e “arrogantes”. O secretário criticou o discurso de Pazolini na abertura do Carnaval, que, segundo ele, não refletiu a civilidade que se espera de um prefeito. “Sua fala foi extremamente deselegante. Ao invés de comportar-se como um prefeito, ele agiu como um candidato, criando um clima de tensão desnecessária”, disse Tyago.
O discurso de Pazolini, que estabeleceu uma dicotomia entre a “velha guarda” e a “modernidade”, foi interpretado por muitos como uma crítica direta ao governo Casagrande. Ao finalizar, o prefeito de Vitória insistiu na necessidade de mudança e união entre os capixabas, um tema que, para Tyago, não era o momento adequado para ser debatido.
Resposta dos Prefeitos e Continuidade do Debate
Até o fechamento desta edição, a coluna tentou contato com os prefeitos Arnaldinho e Pazolini, assim como suas assessorias, para obter suas reações às declarações de Tyago. Não houve retorno até o momento, mas o espaço continua aberto para futuras manifestações.
