Trio da Cultura: Um Espetáculo de Diversidade no Carnaval
No último sábado (14), o Carnaval de Salvador 2026 recebeu mais uma edição do Trio da Cultura, que transformou o Circuito Barra-Ondina em um verdadeiro espetáculo de diversidade cultural. Com um cordão alegre e vibrante à sua frente, o trio trouxe à tona expressões tradicionais como Caretas de Acupe, Maracatu, Mamulengo, Bois e a Burrinha de Acupe. Essas manifestações ressaltam a rica tapeçaria cultural que compõe o Carnaval da Bahia, remetendo à ancestralidade e ao patrimônio imaterial do povo baiano.
A mestra do maracatu feminino Ventos de Ouro, Josy Garcia, compartilhou sua visão sobre a relevância de sua participação nesse evento. “Estar nesse movimento que congrega tantas manifestações culturais afro-brasileiras é de extrema importância para a resistência e para a divulgação da nossa cultura. É uma oportunidade de mostrar quão rica e diversa é a cultura brasileira”, declarou Josy, reforçando a necessidade de dar voz às tradições.
O projeto, idealizado pela renomada cantora Margareth Menezes, retornou ao circuito Barra-Ondina para um desfile que evidenciou a potência criativa do povo brasileiro. Em seu terceiro ano consecutivo, a iniciativa promove a união de arte popular, música e participação coletiva, celebrando a identidade cultural do país e reafirmando o compromisso com a valorização das expressões artísticas populares.
O arquiteto Tarcísio de Assis também expressou sua satisfação ao ver essa diversidade se manifestando no circuito Dodô. “Ver esse trio é muito significativo; ele traz uma diversidade de manifestações que realmente enriquece o Carnaval. Ter Margareth aqui só acrescenta um brilho ainda maior ao evento na Barra”, comentou Tarcísio, evidenciando como a presença de artistas e grupos culturais enriquece a experiência carnavalesca.
Assim, o Trio da Cultura se consolida como uma plataforma essencial para a valorização das tradições e das expressões artísticas do Brasil, destacando a força da cultura popular em um dos maiores festejos do país. O evento não apenas celebra a festividade, mas também promove um importante diálogo sobre a identidade cultural e a resistência das tradições afro-brasileiras, reforçando a necessidade de manter vivas as raízes culturais que moldam a sociedade.
