Crescimento Notável no Financiamento do Agronegócio
Os títulos privados utilizados para financiar o agronegócio no Brasil alcançaram R$ 1,412 trilhão até o final de novembro, apresentando um expressivo crescimento de 17,76% em relação ao ano anterior. Essa evolução confirma a crescente relevância do mercado de capitais como uma alternativa importante para a obtenção de crédito no setor agrícola.
A Cédula de Produto Rural (CPR) foi a principal responsável por esse aumento, com um estoque que chegou a R$ 559,8 bilhões, refletindo uma alta de 21% em comparação ao mesmo período do ano passado. Atualmente, cerca de 400 mil certificados estão em circulação, embora o tíquete médio tenha apresentado uma leve queda de 7%, sendo agora de R$ 1,40 milhão.
Expansão das Letras de Crédito do Agronegócio
Outro destaque desse cenário é a performance das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que também passaram por um expressivo crescimento, atingindo um estoque de R$ 603,33 bilhões, o que representa um aumento de 18% em 12 meses. Vale ressaltar que uma parte significativa desses recursos está sendo reinvestida no crédito rural, que já supera a marca de R$ 362 bilhões, com um impressionante crescimento de 42% ao longo do ano.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) também apresentaram resultados positivos, somando R$ 173,71 bilhões, com um avanço de 17% no comparativo anual. No entanto, nem todos os instrumentos mostraram desempenho favorável: os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) registraram uma queda de 15%, totalizando R$ 32,26 bilhões.
Fundos de Investimento e a Consolidação do Financiamento Agropecuário
Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagros) também mostram um panorama otimista, com um patrimônio líquido de R$ 43,1 bilhões nas informações mais recentes, o que representa um crescimento anual de 13%. Esses fundos estão diversificados entre investimentos em propriedades, participações e direitos creditórios.
Esse avanço no volume de títulos privados evidencia a consolidação desses instrumentos como pilares complementares ao crédito oficial, fundamentais para o financiamento da produção agropecuária brasileira. A tendência é que essa modalidade de crédito continue a se fortalecer, oferecendo mais opções para os produtores e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do setor.
