Medida de Salvaguarda da China e Seus Efeitos
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) está em alerta e pede uma resposta imediata às recentes decisões do governo chinês que podem impactar o setor de carne bovina no Brasil. Em nota divulgada na última sexta-feira, 2, a FPA expressou sua preocupação em relação à salvaguarda imposta pela China, que pode ter efeitos diretos sobre o mercado e a renda dos produtores logo no início de 2026. “A FPA acompanha com preocupação a medida anunciada pela China sobre as importações de carne do Brasil. O tema já estava no radar e, agora, exige reação rápida para evitar instabilidade no mercado e efeitos no abate e na renda do produtor”, relataram os membros da bancada.
No dia 31 de outubro, a China anunciou a implementação de cotas de importação de carne bovina, que inclui uma tarifa adicional de 55% para as quantidades que excederem as quantidades determinadas por país. Essa decisão, que foi comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) da China, afeta diretamente o Brasil, que é considerado o principal fornecedor de carne bovina para o mercado chinês. A imposição dessa tarifa adicional pode gerar um aumento nos custos e, consequentemente, em preços para os consumidores, além de prejudicar os produtores locais.
A FPA reforçou a necessidade de celeridade nas ações para que o Brasil possa se manter competitivo no mercado global. A bancada ressaltou que medidas preventivas são essenciais para mitigar os riscos de desestabilização do setor, que já enfrenta outros desafios.
Com a China sendo um dos maiores importadores de carne bovina do mundo, a decisão impacta não apenas o comércio bilateral, mas também a economia rural brasileira em sua totalidade. Especialistas afirmam que, sem uma resposta ágil e eficaz, o Brasil pode perder espaço para concorrentes internacionais, o que poderia acarretar prejuízos significativos aos produtores e à economia do agronegócio nacional.
Assim como em situações anteriores, onde medidas semelhantes foram tomadas, o setor agropecuário brasileiro deve se unir e trabalhar em conjunto para encontrar soluções que assegurem a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio. A mobilização dos diferentes elos da cadeia produtiva é vista como fundamental neste momento de incerteza e instabilidade.
