Bonde Elétrico 42 Recebe Cuidados Especiais
O Bonde Elétrico 42, um ícone histórico de Vila Velha, está passando por uma restauração, a terceira nos últimos dez anos. Desta vez, a previsão é que os trabalhos sejam finalizados em maio, alinhando-se às celebrações dos 491 anos do município. O bondinho, que remonta aos anos 1930, será submetido a uma recuperação completa da sua estrutura, utilizando madeiras tratadas e impermeabilizadas.
Além da recuperação estrutural, a pintura será renovada e peças danificadas serão substituídas, enquanto as de metal passarão por um processo de recuperação. O restaurador-mestre responsável por essa tarefa é Marcelo Siqueira, um profissional com vasta experiência, que já liderou as restaurações anteriores do próprio bondinho, além de ter trabalhado em outros importantes equipamentos históricos da cidade, como o Teatro Carlos Gomes e o Santuário de Anchieta. A responsabilidade técnica do projeto é da empresa Louise Dupin.
Novas Experiências a Partir de Maio
A partir de maio, os visitantes poderão explorar a história do bondinho de uma maneira inovadora. Com o apoio do Projeto Petrobras Tecnológico, será possível realizar passeios virtuais do bonde, utilizando óculos de realidade aumentada. A experiência proporcionará um novo olhar sobre o percurso que vai da Prainha até Paul, permitindo que mais pessoas conheçam a rica história do transporte coletivo que moldou a cidade.
Uma Viagem no Tempo: A História dos Bondes em Vila Velha
A história dos bondes em Vila Velha remonta ao dia 12 de abril de 1912, quando dois bondes elétricos foram inaugurados. Apenas cinco meses depois, a Viação Elétrica da Cidade de Espírito Santo adquiriu mais dois conjuntos e uma gôndola. Esses bondes percorriam um trajeto de dez quilômetros de trilhos pela cidade, conectando a Prainha ao 3º BC e ao bairro de Paul, com um ponto de cruzamento na Estação de Aribiri.
Com 12 metros de comprimento, esses bondes podiam atingir uma velocidade máxima de 30 km/h e acomodavam cerca de 50 passageiros sentados, além de permitir que 36 pessoas ficassem em pé nas laterais e cerca de 20 no meio do carro. Luiz Paulo Rangel, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV), revela que o Bonde 42 é o último exemplar da frota da antiga Escelsa, atual EDP, que desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento urbano de Vila Velha. “Por onde passou, foram fundados bairros como Ataíde, Aribiri e Glória”, destaca Rangel.
Um Projeto Colaborativo para a Memória Coletiva
A recuperação e manutenção do Bonde 42 são iniciativas do IHGVV, em colaboração com a Prefeitura de Vila Velha, a Secretaria Estadual de Cultura e a EDP. Este esforço conjunto visa preservar um importante pedaço da história da cidade, garantindo que as futuras gerações tenham a oportunidade de conhecer e valorizar este patrimônio cultural.
