Uma Noite de Tradições e Cultura
No dia 6 de janeiro, a cidade de Paulista foi palco de mais uma edição da emblemática Queima da Lapinha, realizada no Ecoparque das Paineiras, em frente ao Terminal Integrado Pelópidas Silveira. A festa, que ocorre no Dia de Reis, simboliza o encerramento do ciclo natalino e dá início ao carnaval, trazendo à tona elementos do folclore e da cultura popular pernambucana.
A quarta edição do evento foi promovida pelo Projeto Encantos Líricos, uma iniciativa idealizada por Edna Dias e produzida por Kátia Calheiros. A Prefeitura do Paulista, através das secretarias de Turismo, Cultura e Desenvolvimento Social, apoiou a realização do evento, que começou com apresentações de grupos locais, incluindo o Pastoril Orla do Janga e diversos blocos líricos.
O ponto alto da Queima da Lapinha foi, sem dúvida, sua tradicional queima, que ocorre em meio a uma programação recheada de música e alegria, incluindo shows da cantora Nádia Maia e do cantor Ed Carlos. Essa celebração não é apenas uma festividade, mas um ritual coletivo que envolve todos os presentes, ressaltando a importância da união e da cultura na comunidade.
Um Ritual de Fé e Comunhão
A Queima da Lapinha remete à retirada da lapinha, que representa o presépio, do local onde permaneceu durante as festividades natalinas. O cortejo acontece de forma festiva, acompanhado de canções e danças, destacando a riqueza cultural da região.
Durante o evento, Edna Dias enfatizou a profundidade do significado da celebração, que abrange elementos espirituais e comunitários. “Pedimos paz, amor e fraternidade entre todos. Que possamos nos comunicar de maneira harmônica”, disse. Ela também fez menção aos Três Reis Magos e ao Menino Jesus, expressando gratidão pela continuidade do projeto, que já celebra seu quarto ano.
A produtora Kátia Calheiros relembrou como o Projeto Encantos Líricos nasceu em 2022, com o objetivo de reviver a Queima da Lapinha e fortalecer as raízes culturais de Paulista. “Começamos com um bloco e hoje são nove. O crescimento do evento é um sinal de que a tradição está sendo acolhida pela comunidade”, afirmou entusiasmada.
Apoio Cultural e Identidade Pernambucana
O superintendente da Secretaria de Turismo e Cultura, Augusto Morais, ressaltou a importância da queima para a preservação das tradições pernambucanas. Ele afirmou que a Queima da Lapinha representa um momento de transição, onde o ciclo natalino termina e o carnaval começa, refletindo a transformação das pastoras em cantoras de blocos líricos. Morais também destacou a necessidade do apoio governamental para a manutenção de tais expressões culturais.
Representando a música local, Nádia Maia, em sua estreia no evento, disse estar radiante com a oportunidade. “Participar da Queima da Lapinha é uma grande alegria. Trazemos música e alegria, fazendo essa transição do nascimento de Jesus para a folia de Momo”, contou.
Ed Carlos, que participou do evento pela segunda vez, comentou sobre a identidade cultural do município: “A Queima da Lapinha é parte da nossa história. É um momento que exalta o lirismo, a poesia e o carnaval, e eu me orgulho de ser de Paulista”, declarou.
Um Marco Cultural em Paulista
A quarta edição da Queima da Lapinha se firmou como um evento crucial para a cultura local, reafirmando o valor das tradições populares e do lirismo pernambucano. O sucesso da celebração, que atraiu uma multidão de participantes, reafirma a necessidade de preservar e valorizar as raízes culturais, não apenas de Paulista, mas de toda a região. A Queima da Lapinha, portanto, vai além de uma festa; é um verdadeiro símbolo de identidade cultural e comunitária, unindo todos em torno de um mesmo propósito: celebrar a vida e as tradições.
