Vitória busca alternativas para ampliar o crescimento urbano
Vitória enfrenta um desafio que pode se transformar em oportunidade para seu desenvolvimento. A capital capixaba tem uma demanda crescente no mercado imobiliário, mas sofre com a escassez de espaços livres para novos empreendimentos. Isso porque a cidade está limitada fisicamente por ser uma ilha, o que restringe sua expansão territorial. Diante desse cenário, a prefeitura tem aberto um debate sobre a venda e transferência do potencial construtivo, mecanismo que pode ser decisivo para destravar o futuro da cidade.
O que é o potencial construtivo e como ele pode ser usado
O potencial construtivo representa o direito de construir acima do limite básico estabelecido pelo Plano Diretor em um determinado terreno. A prefeitura pode autorizar a transferência desse direito de um imóvel para outro, desde que haja interesse público e planejamento urbano, possibilitando a valorização de áreas subutilizadas ou que demandam recuperação. Essa estratégia permite que locais com imóveis antigos ou vazios gerem valor para projetos em regiões prioritárias, estimulando investimentos estratégicos para a cidade.
Foco no Centro de Vitória para um novo ciclo de desenvolvimento
O principal alvo dessa iniciativa é o Centro de Vitória, região que já conta com infraestrutura consolidada, localização privilegiada e uma rede de comércio e serviços. Além disso, o espaço abriga equipamentos públicos e privados que podem impulsionar a retomada da ocupação. O desafio não se limita à recuperação das fachadas ou ao aumento do fluxo de visitantes nos fins de semana, mas envolve atrair moradores, empresas e serviços para gerar movimento e atividade econômica diariamente.
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Segundo Tullio Ponzi Netto, secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação, a prefeitura tem estudado áreas entre a avenida Jerônimo Monteiro e a região da Santa Casa para definir quais imóveis podem transferir potencial construtivo e quais espaços estão aptos a receber novos empreendimentos. A ideia é promover um readensamento inteligente do Centro, transformando-o de uma área voltada apenas ao turismo para um polo econômico dinâmico e sustentável.
O papel do setor empresarial e os cuidados necessários
O setor empresarial reconhece o potencial da iniciativa, mas ressalta a importância de um debate amplo com o mercado e a sociedade para garantir que o crescimento ocorra de forma ordenada. José Renato Almeida, diretor da Associação dos Empresários de Vitória (Assevix), destaca a construção civil como um importante motor econômico, desde que o processo seja bem planejado e discutido. Ele chama atenção para aspectos como mobilidade urbana, impacto na cidade e segurança jurídica, que devem ser cuidadosamente avaliados.
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Uma estratégia para crescer respeitando os limites da cidade
Embora a venda do potencial construtivo não seja a solução definitiva para os problemas do Centro, ela pode ser a ponte que conecta o interesse privado às necessidades públicas. Vitória precisa crescer sem ultrapassar seus limites físicos e aproveitar melhor as áreas que já contam com infraestrutura. Com regras claras, diálogo com os empresários e foco na qualidade urbana, o Centro pode se tornar a próxima fronteira para o desenvolvimento da capital, atraindo investimentos, gerando empregos e movimentando o mercado imobiliário local.
