Mudanças no Financiamento de Imóveis
A partir de hoje, dia 2 de fevereiro, novas diretrizes referentes ao financiamento de imóveis entram em vigor no Brasil. Essas alterações são especialmente relevantes para as famílias de menor renda, pois visam facilitar o acesso à casa própria. As mudanças fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida e contemplam ajustes nos tetos de financiamento, além de taxas de juros mais baixas para as faixas 1 e 2 de renda.
Reajustes nos Limites de Financiamento
Os limites de financiamento para a aquisição de imóveis foram atualizados, especialmente nas cidades com população superior a 750 mil habitantes, assim como nas que têm entre 300 mil e 750 mil moradores. Os reajustes variam entre 4% e 6%, alterando diretamente o cenário do mercado imobiliário.
Com as novas regras, os tetos de imóveis financiáveis nas faixas 1 e 2 passam a oscilar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil. Nas capitais com mais de 750 mil habitantes, o limite é de até R$ 260 mil; enquanto nas metrópoles, esse teto é fixado em R$ 270 mil. Para as cidades com população na faixa de 300 mil a 750 mil habitantes, o limite é de R$ 255 mil.
Teto de Valores e Faixas de Renda
A definição do valor máximo dos imóveis a serem financiados está diretamente ligada à faixa de renda e ao porte da cidade. Confira os limites estabelecidos:
- Faixa 1: até R$ 2.850,00 de renda familiar (teto de até R$ 260 mil nas capitais acima de 750 mil e R$ 270 mil nas metrópoles).
- Faixa 2: renda familiar de R$ 2.850,01 a R$ 4.700,00 (limite varia conforme a cidade).
- Faixa 3: renda familiar de R$ 4.700,01 a R$ 8.600,00 (teto de R$ 350 mil).
- Faixa 4: renda familiar de até R$ 12.000,00 (teto de R$ 500 mil).
Orçamento e Subsídios Reforçados
Além das alterações nos tetos de financiamento, o novo pacote de medidas mantém e intensifica os subsídios oferecidos pelo FGTS, com o objetivo de reduzir o valor de entrada exigido das famílias. O governo brasileiro também anunciou um orçamento recorde de R$ 160,5 bilhões para o FGTS em 2026, do qual R$ 144,5 bilhões serão destinados à habitação.
Segundo informações do Ministério das Cidades, estão programados R$ 12,5 bilhões em descontos habitacionais para 2026, com foco em apoiar as famílias de menor renda. A iniciativa deve beneficiar cerca de 75 municípios, abrangendo aproximadamente 51,8 milhões de habitantes, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde a escalada dos custos tem dificultado a realização de novos empreendimentos habitacionais, conforme apontado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
Impactos nas Principais Regiões do País
As novas regras também vão impactar diversos centros urbanos em diferentes regiões do Brasil. No Nordeste, 20 municípios foram contemplados, destacando-se cidades como Camaçari e Feira de Santana na Bahia, Caucaia e Juazeiro do Norte no Ceará, Olinda e Caruaru em Pernambuco, e Campina Grande na Paraíba.
No Norte, municípios como Ananindeua e Santarém, no Pará, também foram atualizados. Por sua vez, no Sudeste, 27 cidades, incluindo Belo Horizonte, Contagem, Betim e diversas outras em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, receberam o reajuste. O Sul também não ficou de fora, com 13 municípios beneficiados, entre eles Curitiba e Porto Alegre.
No Centro-Oeste, cidades como Goiânia e Campo Grande terão seu teto de financiamento ajustado. Essa atualização abrange um vasto número de centros urbanos, refletindo o compromisso do governo em manter o acesso à habitação digna para todos os brasileiros.
