Mobilização das Servidoras na Educação
No dia 8 de março, mulheres servidoras técnico-administrativas (TAEs) das Universidades e Institutos Federais tomam as ruas em uma demonstração de força e unidade. O motivo? A insatisfação com o Governo Federal, que não honrou um acordo previamente estabelecido. A greve, marcada pela luta por direitos, está intrinsecamente ligada a pautas feministas essenciais.
Entre as principais reivindicações, destaca-se a jornada de trabalho de 30 horas, considerada crucial para permitir um melhor equilíbrio entre as responsabilidades laborais e o cuidado com a saúde mental. Além disso, a busca por um Reajuste Salarial Justo (RSC) é uma das bandeiras levantadas, enfatizando a necessidade de reconhecimento e valorização das competências das servidoras, sem deixar de lado aqueles que estão ingressando na carreira ou os que já se aposentaram.
No setor da saúde, onde mais de 70% da força de trabalho é composta por mulheres, a luta por segurança nos hospitais é um clamor urgente. As servidoras exigem regulamentação adequada dos plantões e condições dignas de trabalho, refletindo a importância de suas contribuições para o sistema de saúde.
Valorização e Democratização na Educação
Outro ponto central da mobilização é a democratização das decisões nas instituições de ensino. As servidoras buscam garantir uma voz ativa e paridade nos processos decisórios, reforçando que a valorização da educação pública está diretamente ligada ao reconhecimento do papel fundamental das mulheres que a constroem diariamente.
Com o lema “Educação na rua, mulheres na luta!”, as servidoras estão unidas e determinadas a transformar suas reivindicações em realidade. A luta por direitos é também uma luta por dignidade e condições justas de trabalho, instigando a sociedade a repensar a valorização da educação pública e o papel das mulheres nesse contexto.
A cada passo dado nas manifestações, as servidoras reafirmam seu compromisso com a educação e a luta por igualdade de direitos. A valorização da educação pública não pode ser dissociada do reconhecimento e do apoio às mulheres que atuam nas instituições educativas, promovendo um futuro mais justo e igualitário para todos.
