Conflito entre policial e suspeito gera controvérsia
Na manhã desta segunda-feira (23), um homem de 34 anos, identificado como Frankleen Virgens dos Santos, perdeu a vida durante uma operação da Polícia Militar na Rua Tiradentes, no bairro João Goulart, em Vila Velha. De acordo com relatos da família, Frankleen não estava armado no momento do incidente.
A versão da Polícia Militar, no entanto, é diferente. A corporação informou que a equipe de patrulhamento avistou Frankleen pulando o muro de uma residência e, segundo o relato oficial, ele estava portando uma arma e teria disparado contra os policiais, que reagiram e acabaram atingindo-o no tórax. O homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Após o episódio, a Polícia Científica do Espírito Santo foi chamada para realizar a perícia na cena do crime, enquanto a Polícia Civil também se fez presente. A PM divulgou uma imagem de uma arma que, conforme afirmado pela corporação, estava com o suspeito durante a abordagem.
Família contesta versão policial
Informações fornecidas pela repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/Record, revelam que os familiares de Frankleen apresentam uma narrativa contrária à versão oficial. Segundo eles, o homem não estava armado e foi alvejado enquanto mexia no celular em uma esquina. Essa divergência de informações levanta questões sobre a legitimidade da ação policial.
Essa trágica morte ocorreu na mesma rua onde, três dias antes, um jovem foi assassinado por um grupo de cinco homens, o que gerou ainda mais tensão na comunidade local.
Incêndio de ônibus: um possível ato de represália?
Logo após o ocorrido, por volta das 8h30, um ônibus do Sistema Transcol foi incendiado no bairro João Goulart. Dois homens encapuzados forçaram passageiros e o motorista a descer e, em seguida, atearam fogo ao coletivo. Apesar do susto, não houve feridos. A ligação entre esse ato e a morte de Frankleen ainda é incerta, mas a possibilidade de represália não pode ser descartada.
O Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo foi acionado para conter o incêndio e enviou uma equipe ao local. Na hora da divulgação das informações, a ocorrência ainda estava em andamento, e o desfecho da investigação não havia sido divulgado.
As duas situações estão sob a investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades. O caso levanta um debate relevante sobre as abordagens policiais e a relação entre a comunidade e a segurança pública.
*Com informações da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/Record.
