Integração de Saberes e Cultura
A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Francelina Carneiro Setúbal, em Vila Velha, realizou uma atividade pedagógica inovadora que mescla Matemática e cultura africana. Alunos do 2º ano do Ensino Médio mergulharam no estudo de jogos africanos tradicionais, como Mancala, Tsoro Yematatu e Shisima, e ainda tiveram a chance de criar seus próprios jogos de tabuleiro.
No início da atividade, os estudantes passaram por um momento de contextualização histórica e cultural, compreendendo as origens e a relevância desses jogos nas sociedades africanas. Em seguida, participaram de partidas práticas, culminando na construção de tabuleiros sob a supervisão da professora, o que fortaleceu o protagonismo dos alunos e a sua aprendizagem ativa.
Uma Abordagem Lúdica no Ensino
Integrando o conteúdo de Matemática ao Programa de Educação para as Relações Étnico-Raciais (ProERER), a atividade objetivou articular o ensino da Matemática com a valorização das culturas africanas. Essa abordagem não só promoveu a educação para as relações étnico-raciais, mas também desenvolveu habilidades cognitivas e sociais através de estratégias lúdicas e interdisciplinares, que se mostraram extremamente eficazes no processo de aprendizado.
Leia também: Investir em Cultura e Educação: um Compromisso com o Futuro do Brasil
Leia também: Arapiraca Promove 3º Seminário de Educação Inclusiva com Foco na Equidade
A professora de Matemática, Rosiane Lisboa, comentou sobre a iniciativa: “A proposta com os jogos africanos trouxe uma nova dinâmica para as aulas. Os alunos aprenderam conceitos importantes de forma leve e participativa, ao mesmo tempo em que ampliaram seus conhecimentos sobre a cultura africana. Foi muito significativo observar o envolvimento deles em todas as etapas, especialmente na construção dos jogos”.
Depoimentos dos Alunos
Os estudantes também expressaram suas opiniões sobre a atividade. Beatriz Couto Vutkovsky disse: “Os jogos são muito interessantes e ajudam a desenvolver estratégia e raciocínio. A gente aprende a pensar nas jogadas, analisar o outro jogador e também a ter mais paciência. Além disso, foi uma forma muito legal de conhecer e aprender sobre a cultura de outros povos”.
Leia também: Concurso Nutrindo a Educação: Últimos Dias para Inscrições e Valorização das Merendeiras
Leia também: Parcerias entre Estado e Prefeituras Baianas Impulsionam Avanços na Educação
Nick Borges Gundim Santos Francisco, por sua vez, destacou: “Achei a proposta muito produtiva e interessante. Trazer os jogos africanos para a sala de aula é uma oportunidade de combater o racismo e valorizar a cultura negra e sua resistência. O jogo também incentiva a competitividade e envolve a Matemática de forma dinâmica, dentro de um contexto cultural”.
Essas experiências mostram como a educação pode ser enriquecedora quando integra diferentes saberes e culturas. O envolvimento dos alunos evidencia a importância de iniciativas que valorizem a diversidade e promovam a inclusão social.
