Governador pede investigação rigorosa
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), expressou sua indignação em relação ao caso de agressão ocorrido no último sábado (21), quando um policial militar foi flagrado agredindo sua namorada no bairro Jardim Camburi, em Vitória. As imagens do incidente, que rapidamente se espalharam pelas redes sociais, mostram a mulher sendo retirada à força de um carro e agredida violentamente.
Casagrande, ao se manifestar sobre o episódio, ressaltou a necessidade de uma investigação imediata pela Corregedoria da Polícia Militar. “Recebi com profunda indignação as imagens das agressões praticadas por um soldado, à paisana, contra sua companheira. Determinei a imediata investigação pela Corregedoria da Polícia Militar para que haja apuração com profundo rigor e a adoção de todas as medidas cabíveis. Condeno de forma veemente toda e qualquer violência contra a mulher. É crime, é covardia e não será tolerada”, afirmou.
O policial militar, identificado como Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, foi preso após o ataque. O incidente ocorreu em um estacionamento de supermercado, onde a mulher, também policial, foi alvo da brutalidade. Os vídeos divulgados mostram cenas perturbadoras, incluindo a vítima sendo arrastada pelo chão e recebendo socos.
As autoridades policiais foram acionadas para conter a briga, e ao chegarem ao local, encontraram o suspeito exaltado, desobedecendo ordens e continuando com as agressões. O soldado não apenas resistiu à prisão, como também agrediu um sargento, quebrando seus óculos no processo.
A vítima revelou, em seu depoimento, que a violência não é um ato isolado e que frequentemente sofre ameaças de morte. Além das lesões físicas, o policial impõe controle sobre sua vida financeira, conforme indicado por mensagens trocadas entre eles através do WhatsApp.
Como medida preventiva, a arma da policial foi recolhida. Ela manifestou interesse em solicitar medidas protetivas contra o agressor. O suspeito foi levado à Delegacia Regional de Vitória, onde foi autuado em flagrante por lesão corporal, injúria e ameaça, todos delitos previstos na Lei Maria da Penha, além de resistência e desacato.
Após os devidos procedimentos legais, Araújo foi encaminhado ao presídio militar do Quartel do Comando-Geral da PM do Espírito Santo. O caso gerou uma onda de indignação e reforçou a discussão sobre a violência contra a mulher no Brasil, que continua a ser um problema social alarmante.
