Um Avanço na Saúde Reprodutiva
No Espírito Santo, um importante passo foi dado em direção à melhoria do acesso à saúde reprodutiva das mulheres. Na última sexta-feira, dia 6, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou a primeira inserção do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel, também conhecido como Implanon. O procedimento foi realizado no Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), localizado em Vitória.
Esse momento simbólico marca o final da segunda fase do treinamento prático dos profissionais de saúde, seguindo o cronograma definido pelo Ministério da Saúde para a inclusão deste método no SUS. A implementação no estado começou em novembro de 2025, com oficinas de capacitação voltadas para os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS).
A primeira mulher a receber o implante foi Thamires Fonte da Silva, de 26 anos, que expressou sua satisfação com a nova opção de contracepção. “Escolhi o Implanon porque não queria usar anticoncepcionais em forma de comprimido. Ter acesso a essa alternativa pelo SUS proporciona mais tranquilidade e autonomia”, comentou.
Considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes, o Implanon tem uma duração de até três anos e foi incorporado ao SUS com o intuito de diminuir a quantidade de gestações não planejadas e fortalecer os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. A faixa etária elegível abrange adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos.
De acordo com Janaína Daumas Félix, chefe do Núcleo da Atenção Primária (Neapri) da Secretaria da Saúde (Sesa), a oferta inicial será direcionada a 350 mulheres em 12 municípios: Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Guarapari, Linhares, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória. Estima-se que cerca de 700 mil mulheres nessa faixa etária poderão acessar o método nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de sua região.
Os implantes e os kits necessários para a inserção já estão disponíveis, e as interessadas devem se dirigir à UBS mais próxima para manifestar seu interesse. A expectativa é que, após a capacitação prática, os profissionais atuem como multiplicadores dessa informação, ampliando o acesso ao método em todo o estado, e garantindo, assim, uma melhor qualidade de vida e saúde reprodutiva para as mulheres capixabas.
