Homicídio em Jardim Marilândia
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), através da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, finalizou o inquérito sobre o homicídio ocorrido no dia 30 de dezembro de 2024, no bairro Jardim Marilândia. A vítima, um homem de 42 anos, foi fatalmente ferido com um golpe de faca, não resistindo aos ferimentos.
Segundo as investigações, a motivação para o crime se deu por uma intervenção da vítima, que tentou socorrer uma mulher durante uma agressão física supostamente perpetrada pelo autor do crime. Este cenário revela a triste realidade da violência doméstica que afeta muitas famílias.
Em coletiva realizada na manhã de terça-feira (10), foram divulgados detalhes da investigação, incluindo a divulgação da foto do suspeito. De acordo com o delegado Cleudes Junior, que atua na DHPP, o crime ocorreu durante uma acalorada discussão entre o autor e sua companheira. Ao ouvir os gritos, um vizinho, que também tinha 42 anos, decidiu intervir e foi até o portão da casa.
“Ele chegou ao portão e, nesse instante, o suspeito passou a agredi-lo com uma barra de ferro. Em seguida, o autor fugiu do local, pegou uma faca, perseguiu a vítima e desferiu o golpe. A vítima conseguiu chegar até uma barbearia próxima, onde moradores impediram que o suspeito realizasse novos ataques. Infelizmente, mesmo após ser socorrido, ele não sobreviveu aos ferimentos”, relatou o delegado.
Após cometer o crime, o suspeito tentou escapar solicitando uma corrida por aplicativo, mas foi interceptado pela Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), que o prendeu em flagrante. O inquérito foi então enviado à DHPP, onde foram ouvidas tanto a testemunhas quanto o autor, evidenciando sua participação no crime.
O homem foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, considerando tanto o motivo fútil quanto o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. “Representamos pela prisão preventiva do indivíduo, que foi concedida pela Justiça através da 4ª Vara Criminal de Vila Velha. Atualmente, ele se encontra no sistema prisional e é réu na ação penal”, explicou o delegado.
Investigações adicionais revelaram que o acusado tinha um histórico criminal significativo, incluindo passagens por ameaças, desobediência, resistência e desacato à autoridade. Além disso, ele é acusado de um crime contra a própria mãe, com consequências em relação ao Estatuto do Idoso.
Relatos de testemunhas indicam que ele também teria feito ameaças, dizendo que mataria algumas pessoas ao deixar o sistema prisional. Em seu interrogatório, o suspeito alegou que a vítima o atacou com um facão, mas essa versão foi refutada durante as investigações, que não encontraram evidências de comportamento agressivo da vítima ou registros policiais anteriores em seu nome.
A vítima, natural da Bahia, trabalhava como pedreiro. Os relatos indicam que ele voltava do trabalho quando se deparou com a discussão entre o casal. Diante dessa situação, o delegado Cleudes Junior orienta a população a acionar as autoridades competentes sempre que presenciar atos de violência. “Se você observar uma cena de crime, é fundamental que entre em contato com os órgãos de segurança pública pelos canais oficiais. Profissionais treinados têm o conhecimento necessário para lidar com essas situações. Intervir sem qualificação pode agravar o cenário e trazer consequências ainda mais sérias”, conclui.
