A Recuperação de Heitor
Após dias de angústia, Luana Lopes finalmente pode respirar aliviada. Seu filho, Heitor Lopes de Souza, de apenas 3 anos, diagnosticado com meningite tipo B, recebeu alta médica nesta sexta-feira (20). “É como se eu tivesse ganhado ele de novo”, declara a mãe, refletindo sobre o desespero vivido desde a madrugada do dia 2 de fevereiro, quando Heitor foi internado no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha.
Segundo Luana, os primeiros sinais da doença foram convulsões e febre. Preocupada, levou Heitor ao Pronto Atendimento (PA) de Alto Lage, em Cariacica, de onde foi transferido para o Himaba. No hospital, o menino foi diagnosticado e o tratamento foi iniciado imediatamente.
A mãe descreve: “Ele teve convulsão em casa e meu mundo caiu. Quando chegou no Himaba, convulsionou de novo. Foram dias de muita apreensão. A equipe do hospital foi maravilhosa. Foram rápidos no atendimento e no controle do caso dele”, enfatiza Luana.
Os Planos de Heitor Após a Alta
Agora, de volta a casa, Heitor já tem planos. A primeira coisa que ele pretende fazer é pular na cama da avó, que aguarda ansiosa pela volta do neto. Os pais do menino, que são de Governador Valadares, em Minas Gerais, mudaram para Cariacica em setembro do ano passado em busca de melhores condições de vida.
O caso de Heitor é um exemplo do que pode ocorrer com a forma bacteriana da meningite, uma doença grave e altamente transmissível. O menino recebeu assistência de uma equipe multiprofissional no Himaba, e todos que estiveram em contato próximo a ele foram submetidos a um tratamento preventivo, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
Importância do Diagnóstico Precoce
Em uma entrevista ao programa Bom Dia ES, da TV Gazeta, a médica Vanuza Guasti ressaltou a relevância do diagnóstico precoce para garantir a cura da doença. “Felizmente, apesar de o Heitor ter chegado em estado grave, a equipe fez o diagnóstico precoce. Com o tratamento, tivemos sucesso e podemos dar alta para ele em boas condições clínicas”, afirmou.
A profissional ainda alertou os pais sobre os sinais de alerta da meningite, como febre persistente, convulsões e prostração. “Se uma criança apresentar esses sintomas, é essencial levá-la imediatamente ao pronto-socorro. Os médicos estão capacitados para identificar os sinais de alerta e iniciar o tratamento de maneira rápida”, orientou Vanuza Guasti.
Dados sobre Meningite no Espírito Santo
Conforme informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), até o dia 7 de fevereiro deste ano, foram registrados 101 casos suspeitos de meningite no Espírito Santo, dos quais 19 foram confirmados e quatro resultaram em óbitos, incluindo casos de meningite viral, bacteriana e fúngica. Analisando o perfil dos 19 casos confirmados, 16 são do sexo masculino e três do feminino, abrangendo diferentes faixas etárias.
Obviamente, a vacina meningocócica do sorogrupo B para meningite não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo oferecida apenas na rede privada. A Sesa destaca que a inclusão de vacinas no SUS é feita por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Apesar da ausência da vacina do sorogrupo B na rede pública, a Secretaria enfatiza a importância de manter o cartão vacinal atualizado para as vacinas que estão disponíveis, uma vez que o sorotipo mais prevalente no estado é o C.
Além disso, é vital garantir as coberturas vacinais adequadas e adotar práticas de higiene respiratória como medidas de prevenção às meningites. O SUS disponibiliza vacinas para Meningocócica C (Conjugada), Meningocócica ACWY, BCG, Pneumo (10) e Pentavalente, todas voltadas ao combate à meningite.
