Esquema de Furto de Água em Nova Guarapari
Uma operação de fiscalização realizada na tarde desta quarta-feira (14) em Nova Guarapari, no Espírito Santo, desvendou um esquema de furto de água em um rancho local. De acordo com informações da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), cerca de 36 mil litros de água tratada estavam sendo desviados da rede pública diariamente, volume suficiente para atender aproximadamente 240 pessoas por dia.
A água furtada era utilizada para abastecer duas caixas d’água e um lago na propriedade. Técnicos da Cesan, com o apoio da Polícia Militar, desmontaram a estrutura clandestina que facilitava o desvio. O caseiro da propriedade foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos, enquanto o proprietário não se encontrava no local e ainda não foi localizado pelas autoridades.
Alerta para Ligações Irregulares Recentes
Esse não é um caso isolado. Na semana anterior, uma outra ligação clandestina foi desmantelada no bairro Cachoeirinha, em Guarapari. Nesse local, técnicos da Cesan descobriram três tubulações irregulares que desviavam água diretamente da rede pública, comprometendo o equilíbrio do sistema e prejudicando o abastecimento para clientes regulares.
O diretor-presidente da Cesan, Munir Abud, comentou em uma entrevista recente que, apesar de não haver intercorrências significativas no verão de 2024, as ligações irregulares estão pressionando o sistema. Ele ressaltou que a retirada de conexões clandestinas, que equivalem ao consumo de um bairro inteiro, têm desencadeado atos de vandalismo contra as estruturas de captação.
Consequências do Furto de Água
Esses atos de vandalismo resultam em desabastecimento e causam perdas significativas ao sistema de abastecimento. A Cesan enfatiza que a prática de furto de água é crime e impacta diretamente aqueles que dependem de um serviço regular. Munir Abud reforçou ainda a importância de ações de conscientização e apelo para que a população colabore na denúncia de irregularidades.
Com a crescente pressão sobre os recursos hídricos, a situação em Guarapari serve como um alerta sobre a necessidade de um abastecimento sustentável e responsável, evitando práticas que prejudicam a comunidade e o meio ambiente.
