Barra de São Francisco: O Gigante da Exportação de Rochas Naturais
Barra de São Francisco se destaca como um verdadeiro colosso no setor de rochas naturais. No ano de 2025, o município exportou impressionantes 403,4 mil toneladas, consolidando-se como o líder absoluto no ranking estadual de volume embarcado. Esse volume é equivalente a 20 mil caminhões carregados, ou, para se ter uma ideia mais visual, ao peso de cerca de 270 mil carros populares. Esses números ressaltam a importância estratégica de Barra de São Francisco na cadeia produtiva do setor, especialmente na extração e fornecimento de blocos.
Além de Barra de São Francisco, outros municípios também se destacam na exportação de rochas. Logo atrás, Cachoeiro de Itapemirim registrou 338,8 mil toneladas e Serra, 305,4 mil toneladas. Juntos, esses três municípios representam a maior parte das rochas naturais enviadas ao mercado internacional, formando um polo extrativo e industrial que se complementa no Estado. Os dados são oriundos da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas).
Embora Barra de São Francisco lidere em volume, ocupa a terceira posição em termos de valor exportado. No mesmo ano de 2025, o município alcançou US$ 155,8 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 833,5 milhões, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior. Essa informação reforça o perfil do município como um grande fornecedor de matéria-prima, enquanto o valor agregado tende a se concentrar em áreas com mais infraestrutura de beneficiamento e logística.
O Papel do Espírito Santo nas Exportações de Rochas Naturais
O desempenho de Barra de São Francisco se insere em um cenário ainda mais amplo de recordes históricos. Em 2025, o Espírito Santo foi responsável por US$ 1,16 bilhão, ou seja, R$ 6,21 bilhões, das exportações brasileiras de rochas naturais, representando 78,5% do total exportado pelo país, segundo a Centrorochas. Esse resultado reflete um crescimento expressivo de 12,2% em comparação a 2024, solidificando o Estado como o principal polo exportador de rochas naturais no Brasil.
No que diz respeito a valor de exportação, os municípios de Serra e Cachoeiro de Itapemirim continuam à frente. Serra obteve um faturamento de US$ 381,7 milhões (R$ 2,04 bilhões), enquanto Cachoeiro atingiu US$ 355,6 milhões (R$ 1,90 bilhão). Juntos, esses dois municípios concentraram cerca de 64% do valor total exportado pelo Espírito Santo, apresentando um crescimento próximo a 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço é impulsionado pela maior agregação de valor e pela diversificação nos mercados atendidos.
Com esses dados, fica claro que o setor de rochas naturais desempenha um papel crucial na economia do Espírito Santo, não apenas em termos de volume, mas também em sua contribuição significativa para o faturamento do estado. A tendência é que essa trajetória de crescimento continue, uma vez que as demandas internacionais por produtos de rochas naturais se intensificam e diversificam, posicionando o Espírito Santo como uma referência nesse segmento tão relevante.
