Inauguração da ETE Grande Terra Vermelha
No último sábado (14), mais de 72 mil moradores da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha, celebraram a inauguração de uma infraestrutura moderna e sustentável destinada ao tratamento de esgoto. A Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan) lançou a nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Grande Terra Vermelha, a primeira do Espírito Santo equipada com uma planta fotovoltaica que atende toda a demanda energética da unidade, promovendo um avanço significativo no esgotamento sanitário da região.
“Estamos avançando rumo à universalização do tratamento de esgoto na Região Metropolitana. Todas as obras necessárias já estão contratadas e em andamento. Com isso, pretendemos atingir a meta de tratar mais de 90% do esgoto até 2027 ou 2028, muito antes do prazo estipulado para 2033. Este investimento de R$ 140 milhões nesta unidade permitirá tratar 150 litros de esgoto por segundo, beneficiando a Região 5 de Vila Velha. Isso representa uma conquista essencial para a saúde pública, o meio ambiente e a qualidade de vida da população”, afirmou o governador Renato Casagrande.
Energia Solar e Sustentabilidade
A usina solar instalada na ETE é composta por 3 mil placas fotovoltaicas, com uma capacidade de geração estimada em 6.858 kWh por dia, totalizando cerca de 205.740 kWh por mês. Esse montante é suficiente para abastecer, em média, 1.371 residências, considerando um consumo médio de 150 kWh por unidade habitacional.
Esse projeto destaca o compromisso da Cesan com o uso de energia renovável, além de aumentar a eficiência do sistema de saneamento. Munir Abud, presidente da Companhia, ressaltou que a nova estação representa um avanço na modernização da infraestrutura ambiental no Espírito Santo. “Essas inovações tecnológicas diminuem a quantidade de resíduos destinados a aterros sanitários, minimizando impactos ambientais e protegendo os corpos hídricos por meio da melhoria na qualidade do efluente tratado. Assim, a ETE Grande Terra Vermelha se consolida como um exemplo de infraestrutura que respeita os princípios da sustentabilidade”, declarou Abud.
Atendimento Abrangente
A nova estação atenderá moradores de diversas localidades, incluindo Barra do Jucu, Praia dos Recifes, Morada do Sol, e outros bairros em Vila Velha e Guarapari. Com a operação da ETE, a região ganha um sistema de esgotamento sanitário que não apenas é mais moderno, mas também eficiente e sustentável, contribuindo para a proteção de recursos hídricos e a promoção da saúde pública.
O vice-governador Ricardo Ferraço também destacou a importância do investimento, afirmando: “Vila Velha tem recebido os maiores investimentos da sua história nos últimos anos, impactando positivamente a vida da população. Este governo se compromete com a melhoria da infraestrutura em todas as 78 cidades capixabas, refletindo um verdadeiro projeto municipalista.”
Capacidade de Tratamento e Tecnologias Inovadoras
A ETE Grande Terra Vermelha possui uma capacidade de tratamento de 150 litros por segundo, o que corresponde a aproximadamente 12,9 milhões de litros de esgoto tratados diariamente—equivalente ao volume necessário para encher cerca de cinco piscinas olímpicas a cada dia.
O projeto da estação incorpora tecnologias avançadas para o tratamento de esgoto e lodo, com reatores biológicos e um sistema de secagem térmica que reduz consideravelmente a quantidade de resíduos destinados a aterros. Além disso, a estação aproveita o biogás gerado durante o processo de digestão do lodo, utilizando-o para gerar vapor na secagem térmica, diminuindo a dependência de energia externa.
Diferenciais e Impactos Ambientais
Outro aspecto inovador da ETE é a utilização de reatores biológicos do tipo IFAS (sludge ativado de filme fixo integrado), que aprimoram a eficiência do tratamento sem necessitar de expansão física da estação. Essa tecnologia melhora a remoção de matéria orgânica e nutrientes, tornando o sistema mais estável e eficaz.
Além disso, a secagem térmica do lodo representa um salto em relação aos métodos tradicionais de desidratação mecânica. Este processo não apenas aumenta o teor de sólidos do lodo, mas também reduz significativamente o volume transportado para disposição final, contribuindo para um gerenciamento de resíduos mais sustentável.
