Fases do Projeto de Duplicação da BR 262
A duplicação da BR 262, no Espírito Santo, está em andamento com a execução dividida em duas partes e totalizando cinco lotes. A primeira fase, que abrange a Região Serrana, considerada a mais desafiadora devido às curvas acentuadas da rodovia, deve ser concluída até o final de janeiro. A segunda fase, que se estende até a divisa com Minas Gerais, está programada para ser finalizada em setembro deste ano. Essas informações foram confirmadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
As autoridades locais, juntamente com o Ministério dos Transportes, têm a expectativa de que o edital de licitação para a primeira etapa seja lançado e que o início das obras ocorra ainda em 2026. O DNIT também anunciou que os consórcios responsáveis pela execução do projeto já finalizaram os estudos preliminares e agora estão na fase de detalhamento da obra.
O projeto de duplicação da BR 262 foi organizado em duas etapas, englobando cinco lotes de obras. A primeira fase refere-se aos lotes 1, 2 e 3, que correspondem ao trecho da rodovia que cruza a Região Serrana e possui características topográficas complicadas. O término do detalhamento para essa primeira parte está previsto para janeiro, enquanto os lotes 4 e 5, que se estendem até a divisa com Minas Gerais, serão finalizados em setembro de 2026.
Desafios e Investimentos na Duplicação
Os três primeiros lotes são considerados os mais complexos de serem realizados devido às peculiaridades das serras capixabas, que apresentam uma geografia montanhosa acentuada. Além da execução das obras, os consórcios também estão envolvidos em estudos sobre o impacto ambiental da duplicação. Após a conclusão desses estudos, será possível protocolar o pedido de licença prévia junto ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).
Conforme já reportado, o custo total da duplicação da BR 262 é estimado em cerca de R$ 8 bilhões, um valor que é comparável à construção de mais de 15 contornos do Mestre Álvaro, um dos empreendimentos que mais desafiou a engenharia no Espírito Santo e levou mais de quatro anos para ser entregue. Parte do financiamento para essa grande obra virá de recursos do Acordo de Mariana.
Com a conclusão dessas etapas, espera-se que a rodovia ofereça mais segurança e fluidez no tráfego, contribuindo para o desenvolvimento regional e a melhoria da infraestrutura do Espírito Santo.
