Dicas essenciais para evitar acidentes com águas-vivas
Com a chegada das festas e do verão, as praias do Espírito Santo atraem multidões em busca de diversão e relaxamento. No entanto, esse período também coincide com o aumento da presença de um animal quase invisível nas águas: as águas-vivas. Nos últimos dias, as ocorrências de encontros com essas criaturas têm se intensificado, especialmente em locais como Vila Velha, Vitória, Guarapari e Anchieta, com destaque para a praia de Iriri.
A major do Corpo de Bombeiros, Gabriela Andrade, alerta que, ao avistar uma água-viva, a melhor atitude é procurar um guarda-vidas para informar sobre sua presença. Isso se deve ao fato de que várias espécies podem ser peçonhentas, representando um risco à saúde dos banhistas. Por isso, é fundamental que as pessoas não tentem tocar ou capturar o animal. O contato com a água-viva pode resultar em queimaduras dolorosas, e o ideal é sempre buscar orientação de um profissional treinado.
O que fazer se você for queimado por uma água-viva?
Embora todos os cuidados sejam tomados, acidentes podem acontecer. É importante saber como agir após uma queimadura causada por águas-vivas. Existem muitas receitas caseiras e crenças populares que sugerem a utilização de urina para aliviar a dor, mas a major Gabriela enfatiza que esses métodos devem ser evitados.
O tratamento recomendado é bem mais simples e eficaz. O ideal é usar água do mar para lavar a área afetada. Se disponível, o vinagre pode ser utilizado, pois ele ajuda a neutralizar o veneno da queimadura, por ser ácido acético. É crucial evitar o uso de urina, sabão, café, pomadas antiassaduras ou esfregar areia na queimadura, pois isso pode agravar a situação.
“Você nunca deve colocar urina, sabão ou outros produtos. O correto é lavar a área afetada com água salgada e, se possível, aplicar vinagre”, explica a major.
Aumento da presença de águas-vivas e suas causas
No último dia 30, a equipe da TV Vitória reportou o encontro de cerca de 10 águas-vivas em uma praia de Vila Velha, o que despertou a curiosidade dos frequentadores sobre a origem desses animais. Para entender melhor essa situação, o professor de Oceanologia e Ecologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Agnaldo Silva Martins, trouxe informações valiosas.
Segundo o professor, o aumento na quantidade de águas-vivas no litoral capixaba se deve a uma combinação de fatores, como a elevação da temperatura das águas e a diminuição de predadores naturais que controlam suas populações. “As águas mais quentes, a maior disponibilidade de alimento e correntes marinhas que trazem esses animais para mais perto da costa são elementos que colaboram para esse fenômeno durante o verão”, explica Agnaldo.
Cuidados ao encontrar águas-vivas na praia
O guarda-vidas de Vila Velha, Renato Alvarino, salienta a importância de não se aproximar ou tentar manipular as águas-vivas. Ele menciona que muitos banhistas não têm consciência dos riscos: “As águas-vivas estão se aproximando da areia. Os tentáculos delas são os responsáveis pelas queimaduras. Eu posso tocar porque estou usando luvas, mas as pessoas devem manter distância”, enfatiza.
Portanto, a orientação é clara: sempre que avistar uma água-viva, procure um guarda-vidas e mantenha distância. Os cuidados são essenciais não apenas para evitar acidentes, mas também para preservar esses incríveis seres que habitam nossos mares.
