Pressão Sobre Haddad
A recente pesquisa do Datafolha, divulgada neste domingo (8), revelou que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera em todos os cenários eleitorais em São Paulo. Os dados apontam Tarcísio com 44% das intenções de voto, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), aparece com 31%, o que reforça a pressão para que o petista anuncie sua candidatura à frente do pleito, em um momento em que o PT fala em ‘redução de danos’.
O desempenho de Haddad é considerado o melhor entre os nomes da esquerda, mas sua posição é delicada. Em 2022, Tarcísio, que muitos viam como um candidato desconhecido, conquistou o Palácio dos Bandeirantes ao derrotar Haddad no segundo turno, com 55,27% dos votos contra 44,73% do petista. Isso marcou um momento difícil para o PT, que, apesar da derrota, obteve o melhor resultado da sigla em uma corrida estadual desde então.
A vitória de Tarcísio também teve um impacto significativo na corrida presidencial, ajudando Lula a reduzir a vantagem de Bolsonaro em São Paulo. Entretanto, o horizonte para 2026 apresenta desafios ainda mais intensos para o ex-presidente. Tarcísio agora se consolidou como uma força política no estado, contando com uma máquina robusta e uma rede de relacionamentos estabelecida com diversos prefeitos.
Nos bastidores, crescem as preocupações entre os membros do PT, que expressam desconforto e irritação com a demora de Haddad em tomar uma decisão. O ministro, segundo fontes, pretende participar de um encontro nos Estados Unidos com o presidente Joe Biden e o ex-presidente Donald Trump antes de formalizar sua candidatura e definir sua sucessão interna. Esse planejamento, no entanto, está gerando uma expectativa crescente entre os aliados e detratores.
O cenário político em São Paulo, especialmente com o fortalecimento de Tarcísio, exige que Haddad atue rapidamente para não perder terreno. A pressão interna no PT é palpável, já que muitos veem a necessidade de uma candidatura forte para enfrentar o atual governador e evitar um cenário ainda mais adverso no futuro. O tempo está se esgotando e as decisões a serem tomadas são cruciais para o futuro político da sigla na maior unidade federativa do país.
