Divisão de Opiniões sobre a Prisão de Bolsonaro
A pesquisa realizada pela Quaest, divulgada na última quarta-feira (31), trouxe à tona a opinião de 51% dos brasileiros que acreditam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) merece estar preso. Em contrapartida, 42% dos entrevistados manifestaram a percepção de que ele está sendo alvo de uma perseguição política.
Dos 2.004 entrevistados com 16 anos ou mais, 7% optaram por não se posicionar ou não responder à pergunta sobre a situação do ex-presidente. A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, foi realizada entre os dias 11 e 14 de dezembro e apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.
Quem Acredita na Prisão e na Perseguição
Entre os que consideram que Bolsonaro merece estar preso, a pesquisa revelou que 91% dos entrevistados que se identificam como lulistas compartilham dessa opinião. Ainda, 89% dos que se consideram de esquerda não lulista também acreditam que o ex-presidente deveria ser encarcerado. Curiosamente, 54% dos que se declaram independentes também apoiam essa visão.
Por outro lado, apenas 14% dos entrevistados de direita que não apóiam Bolsonaro concordam que ele deve estar preso, assim como apenas 4% dos que se identificam como bolsonaristas.
Em termos de percepção de perseguição política, 94% dos bolsonaristas acreditam que o ex-presidente está sendo perseguido, enquanto 82% dos entrevistados que se identificam como de direita não bolsonaristas compartilham essa mesma convicção. Entre os independentes, 36% veem a situação de Bolsonaro como uma perseguição, enquanto 6% dos que se dizem de esquerda não lulista e apenas 5% dos lulistas sustentam essa ideia.
Causas da Prisão e Seus Efeitos
A pesquisa também abordou as causas que, na visão dos entrevistados, levaram à prisão de Bolsonaro. Dos participantes, 32% apontaram que ele foi preso por ter danificado a tornozeleira eletrônica. Outros 21% acreditam que a prisão foi resultado de uma perseguição política, especialmente por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do ministro Alexandre de Moraes. Além disso, 16% mencionaram o risco de fuga para o exterior como um fator relevante.
Quatro por cento dos entrevistados atribuem a prisão à vigília organizada pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em frente ao condomínio onde o ex-presidente reside. Outros 5% indicaram que a causa da prisão seria devido a outros fatores.
Ao serem questionados se a prisão tornaria Bolsonaro mais forte ou mais fraco, os resultados foram reveladores. Um total de 36% acreditou que sua prisão o tornaria mais forte, enquanto 56% disseram que ele sairia mais fraco dessa situação. Dentro do grupo de bolsonaristas, 71% afirmaram que a prisão o tornaria mais forte, ao passo que 26% acreditaram que ele se tornaria mais fraco. Por sua vez, 55% dos independentes veem a prisão como um fator que enfraquece o ex-presidente, enquanto 33% acreditam que isso o fortalece. Entre os lulistas, 83% afirmaram que a prisão o deixaria mais fraco, e apenas 10% disseram acreditar no contrário.
Considerações Finais
Os dados levantados pela pesquisa Quaest refletem uma clara divisão de opiniões entre os brasileiros sobre a atual situação de Jair Bolsonaro. A questão da prisão, as percepções de perseguição política e o impacto sobre sua figura pública geram debates acalorados em diversos setores da sociedade. Com a proximidade das eleições e o clima político ainda conturbado, as percepções sobre a legalidade e moralidade das ações tomadas contra o ex-presidente continuarão a ser um tema central nas discussões políticas do Brasil.
