Estado se destaca na melhoria da qualidade das publicações científicas
O Espírito Santo está se consolidando como um polo de produção e disseminação do conhecimento científico, especialmente com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes). A mais recente avaliação do Qualis, que abrange o quadriênio de 2021 a 2024, revela um crescimento significativo na qualidade dos periódicos científicos do estado. O número de revistas classificadas nos estratos A1 e A2 aumentou em impressionantes 53,33% em relação ao ciclo anterior.
Na avaliação anterior, referente ao período de 2017 a 2021, o Estado contava com 11 periódicos no estrato B e apenas cinco no estrato A. Contudo, no novo ciclo, os dados são ainda mais otimistas: agora são nove publicações no estrato B e oito no estrato A, com três periódicos alcançando a classificação A1 — a mais alta do Qualis — e quatro no A2.
“Nos últimos quatro anos, a Fapes lançou dois editais destinados ao apoio à edição de periódicos, e os resultados estão à vista. Antes, 15 periódicos recebiam apoio da Fapes nos estratos B e 9 nos estratos A do Qualis. Agora, essa quantidade subiu para 12 em cada um dos estratos. O avanço no estrato A é ainda mais notório: atualmente, 46% dos periódicos capixabas apoiados pela Fapes estão nessa categoria, enquanto anteriormente esse percentual era de 35%”, enfatizou Celso Saibel, diretor Técnico-Científico da Fapes.
Para Saibel, esses dados refletem um aumento consistente na qualidade das publicações científicas no Espírito Santo. “O estrato A está intimamente ligado ao impacto das publicações, que pode ser medido, por exemplo, pelo número de citações. É importante destacar que passamos de 9 para 12 periódicos classificados no estrato A, considerando as faixas de A1 a A4. Isso representa um crescimento bastante significativo”, explicou.
Além disso, o diretor apontou que essa evolução também é fruto dos investimentos realizados pela fundação. “Esse crescimento é resultado do suporte financeiro da Fapes aos editores de periódicos. Temos um edital específico, que é lançado a cada dois anos, e que, neste ciclo, disponibilizou mais de R$ 900 mil”, afirmou Celso Saibel em sua análise.
“Quero parabenizar todos os editores envolvidos, já que a disseminação da pesquisa realizada no Espírito Santo é crucial para aumentar a visibilidade de nossas instituições e programas de pós-graduação”, concluiu o diretor.
Periódicos capixabas notam aumento de visibilidade com apoio da Fapes
A revista Guará, digital da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), também fez uma progressão notável no Qualis, passando de B1, na avaliação anterior, para A1 agora.
“A classificação A1 funciona como um ímã de qualidade. Isso nos ajuda a atrair autores de diversas regiões do Brasil e até do exterior, enriquecendo a diversidade de nossas publicações. Para uma revista de Extensão, esse reconhecimento tem um valor histórico e nos coloca no mesmo patamar dos mais renomados periódicos científicos globais”, destacou Paola Pinheiro Bernardi Primo, pesquisadora e editora executiva da Revista Guará.
Paola também ressaltou que o apoio da Fapes foi fundamental para essa evolução. “Esse suporte possibilitou nossa participação em eventos tanto nacionais quanto internacionais, como o ABEC Meeting e o Congresso de Extensão da AUGM, além de permitir a contratação de serviços especializados para aprimorar os processos editoriais”, afirmou.
Outro periódico reconhecido é a revista eletrônica Argumentum, que é considerada A1 e está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Política Social da Ufes. De caráter interdisciplinar, a revista publica pesquisas e artigos sobre Política Social, Estado e Sociedade e suas interações.
“No ano de 2024, a Argumentum registrou 107.412 acessos e, em 2025, esse número aumentou para 171.786, representando um crescimento de 59%! Agradecemos à Fapes pelo apoio essencial”, revelou a editora e pesquisadora, Maria Lúcia Teixeira Garcia.
O que é a avaliação Qualis?
O Qualis é um sistema desenvolvido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para avaliar a qualidade da produção científica no Brasil. Essa avaliação considera periódicos, livros e eventos utilizados por programas de pós-graduação, organizando as publicações em estratos que vão do nível A1 (de maior relevância) ao nível C.
Este sistema é um dos principais instrumentos de avaliação da pós-graduação no país, pois indica o impacto e a relevância das publicações científicas, além de orientar os pesquisadores na escolha dos locais mais adequados para a publicação de seus trabalhos.
