Crescimento Sustentável no Agronegócio da Bahia
O agronegócio da Bahia apresentou um desempenho notável no terceiro trimestre de 2025, conforme os dados divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O Produto Interno Bruto (PIB) do setor cresceu 8,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento se deve, em parte, ao crescimento de 6,2% no volume de produtos e serviços do agronegócio, além da alta de 1,8% nos preços dos mesmos. Com isso, o PIB do agronegócio baiano alcançou R$ 32,5 bilhões, representando 24,9% da economia do estado, uma ligeira queda em relação ao mesmo trimestre de 2024.
No que diz respeito à produção, o destaque foi o excelente desempenho das lavouras, especialmente na produção de cereais, que registrou um aumento de 21%, e nas lavouras permanentes, que apresentaram um robusto crescimento de 24,5%. O café, um dos produtos mais tradicionais da Bahia, também mostrou uma evolução positiva de 14%. Ao longo de 2025, as projeções indicam que a produção total de grãos do estado deve crescer 10,9% em relação à safra anterior, atingindo um total de 13,9 milhões de toneladas.
Além do crescimento nas lavouras, a pecuária também teve um impacto positivo, refletindo tanto na produção quanto na valorização dos produtos. Em Feira de Santana, a cotação média do boi gordo subiu de R$ 214 no terceiro trimestre de 2024 para R$ 290 no mesmo período de 2025. Esse aumento foi impulsionado pelo crescimento da demanda, tanto no mercado interno, favorecido pela elevação da renda e redução do desemprego, quanto no mercado externo, que registrou recordes nas exportações de carne e no abate de animais.
Embora as atividades relacionadas à indústria de base agrícola e à distribuição e comercialização apresentem uma estabilidade em seus componentes, a dinâmica geral do agronegócio na Bahia continua sendo otimista. Diante dos resultados positivos, especialistas do setor acreditam que a tendência é de continuidade no crescimento, desde que se mantenham as condições favoráveis tanto na demanda interna quanto nas exportações.
