Críticas contundentes no ato em Brasília
Após completar uma caminhada de aproximadamente 240 quilômetros entre Paracatu, Minas Gerais, e Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) não poupou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem chamou de “omisso”. Durante o ato, que visava reivindicar a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master e um contrato de R$ 129 milhões firmado pela esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, com a instituição que foi liquidada pelo Banco Central, Nikolas fez um discurso contundente.
“Uma pessoa que tem sido omissa neste país é Davi Alcolumbre. Nós queremos, Davi, a instalação da CPMI do INSS e da CPMI do Banco Master. Estamos aqui em um grito de quem não aguenta mais, para saber e punir aqueles que tiveram ações criminosas ou o que aconteceu para uma esposa de um ministro do STF ter um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master”, afirmou o deputado, enfatizando a necessidade de transparência nas investigações.
Reiteradas críticas e um tom eleitoral
Essa não é a primeira vez que Nikolas Ferreira se posiciona contra Alcolumbre. Em ocasiões anteriores, o parlamentar chegou a sugerir o impeachment do senador, especialmente diante da resistência de Alcolumbre em pautar pedidos de afastamento do ministro Alexandre de Moraes. A insatisfação com a atuação do presidente do Senado parece ter se intensificado, refletindo um ambiente político tenso.
Além de criticar Alcolumbre, Nikolas também abordou temas eleitorais, destacando a importância de a direita se aproximar do eleitorado no Nordeste. “Se o PT conseguiu chegar lá e manipular essas pessoas, é porque nós não conseguimos nos fazer presentes”, declarou, insinuando que a falta de engajamento da direita pode ser um fator crucial para o sucesso das pautas progressistas na região.
Caminhada de protesto e manifestação popular
Iniciada em 19 de janeiro, a caminhada de 240 quilômetros foi uma estratégia de Nikolas para defender pautas relevantes para a direita, como a anistia aos condenados por tentativas de golpe de Estado e a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, que propõe a redução das penas para os condenados em relação aos eventos do dia 8 de janeiro. O ato em Brasília foi um ponto culminante dessa mobilização.
Com a adesão crescente ao movimento, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que cuida da segurança do Palácio do Planalto, cercou a área com grades, indicando a preocupação com a segurança pública durante o evento. Mesmo diante de fortes chuvas em Brasília, milhares de pessoas compareceram à manifestação, que ocorreu na praça do Cruzeiro, uma das principais áreas do Eixo Monumental da capital.
Incidente durante a manifestação
Por volta das 13h, um incidente ocorreu quando um raio atingiu a área onde os manifestantes se reuniam, resultando em atendimentos emergenciais. Vários participantes precisaram ser socorridos e encaminhados a hospitais na capital federal, como o Hospital de Base e o Hospital Regional da Asa Norte. Até o momento, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal não divulgaram números oficiais sobre os feridos. A situação evidenciou os riscos enfrentados em eventos de grande público, especialmente em condições climáticas adversas.
