Impacto do Casamento PP e União no Fundo Eleitoral
A federação formada entre o Partido Progressista (PP) e a União Brasil deve concentrar uma quantia expressiva de R$ 953,6 milhões provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para a próxima corrida eleitoral. Essa quantia representa cerca de 20% do total disponível, conforme apurado por cientistas políticos da Fundação 1º de Maio, Henrique Cardoso Oliveira e Jaime Matos, após a sanção do Orçamento de 2026 pelo presidente Lula. Para este ano, o montante total destinado aos partidos será de R$ 4,9 bilhões.
Com essa união, PP e União Brasil se destacam como as legendas mais bem financiadas do pleito, com a distribuição de recursos levando em consideração a representatividade desses partidos na Câmara dos Deputados. Essa ascensão coloca o novo “super partido” à frente de legendas tradicionais que historicamente dominaram o FEFC, como o PT e o PL.
Projeções indicam que, em 2026, o partido associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro irá reduzir sua participação no fundo, acumulando R$ 886,7 milhões e ocupando a segunda posição, enquanto o PT poderá dispor de aproximadamente R$ 619,7 milhões. O PSD, partido de Gilberto Kassab, também estará entre os principais beneficiários, com uma projeção de R$ 420,8 milhões.
Para que a megafederação tenha sua formalização nas eleições deste ano, é necessário que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprove a aliança até seis meses antes do primeiro turno, o que reforça a urgência em garantir a aprovação desse projeto.
O Surgimento do Fundo Eleitoral
O Fundo Eleitoral foi criado como uma alternativa ao financiamento privado de campanhas eleitorais, uma prática que foi encerrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015, em meio aos desdobramentos da Operação Lava-Jato. Desde então, as doações de pessoas jurídicas a candidatos foram proibidas, e apenas doações de pessoas físicas, com algumas restrições, são permitidas.
Recentemente, o STF tem enfrentado uma ação movida pelo partido Solidariedade, que busca a reintrodução do financiamento privado, alegando que a falta de recursos é um obstáculo significativo para a realização das eleições e que a distribuição atual dos fundos é desigual.
Com toda essa movimentação política e financeira, as eleições deste ano prometem ser um marco importante não apenas para o PP e a União, mas também para toda a dinâmica de financiamento das campanhas eleitorais no Brasil.
