Setores em Alta e Destaques Regionais
Entre o início de 2023 e novembro de 2025, o Espírito Santo registrou a criação de 93.142 empregos formais, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) divulgados no final de dezembro pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Este número representa uma contribuição significativa para os 5 milhões de novos vínculos com carteira assinada gerados em todo o Brasil durante o mesmo período. O estoque de vínculos formais no estado aumentou de 839.920 no final de 2022 para 933.062 em novembro de 2025, evidenciando um saldo positivo em todos os cinco grandes setores da economia nacional.
O setor de Serviços liderou a geração de vagas, com o total de 46.336 novas oportunidades. Na sequência, o Comércio criou 21.952 postos de trabalho, seguido pela Indústria, com 15.142 vínculos formais. A Construção civil, apesar de ser um setor que enfrenta desafios, gerou 9.470 empregos, enquanto a Agropecuária contribuiu com 245 vagas.
Cidades e Demografia dos Empregos Criados
A Serra se destacou como o município capixaba que mais gerou empregos formais no período analisado, com a criação de 14.577 novas oportunidades. Vitória segue logo atrás, contabilizando 14.051 novos vínculos, enquanto Vila Velha completa a lista com 10.883 postos. Essa dinâmica mostra que a geração de empregos está descentralizada e afeta diversas cidades do Espírito Santo.
Ao observar a distribuição por gênero, as mulheres foram responsáveis pela maior parte dos novos empregos com carteira assinada, totalizando 47.377 vagas. Os homens, por sua vez, ocuparam 45.765 postos. Esse equilíbrio na ocupação de vagas é um sinal positivo para a inclusão e a igualdade de gênero no mercado de trabalho capixaba.
Em relação à faixa etária, o grupo de jovens de 18 a 24 anos se destacou, ocupando 67.561 das novas vagas criadas. A análise sobre o grau de instrução mostra que a maioria dos vínculos foi preenchida por pessoas com ensino médio completo, totalizando 71.299 empregos, refletindo a importância da educação na inserção no mercado de trabalho.
Panorama Nacional da Geração de Empregos
Em termos nacionais, o Brasil conseguiu criar 5.028.124 novos postos de trabalho, com um saldo positivo de 85.864 vagas em novembro do último ano. Este crescimento foi impulsionado por 1.979.902 contratações e 1.894.038 desligamentos, resultando em um total de 49,09 milhões de vínculos formais ativos, o maior número desde o início da série histórica do Novo CAGED.
No acumulado de 2025, entre janeiro e novembro, o Brasil contabilizou a criação de 1,89 milhão de novos vínculos, com saldos positivos em todos os principais setores econômicos, como Comércio, Serviços, Indústria e Agropecuária.
Detalhamento das Atividades Econômicas
Os cinco setores da economia que se destacaram na geração de empregos de janeiro a novembro de 2025 apresentaram resultados positivos. O setor de Serviços, por exemplo, criou 1.038.470 postos de trabalho, com um crescimento de 4,5%. As atividades de Informação, Comunicação e serviços financeiros e administrativos foram as que mais contribuíram, somando 409.148 empregos.
O Comércio registrou um saldo positivo de 299.615 novas vagas, com destaque para o Comércio Varejista (+186.268), o Comércio por Atacado (+67.888) e o Comércio de Reparação de Veículos e Motocicletas (+45.459). A Indústria também fez sua parte, acumulando 279.614 postos, com especial atenção para a Fabricação de produtos alimentícios, que gerou 71.845 novas oportunidades.
No setor da Construção, 192.176 novos postos de trabalho foram criados, com um aumento significativo nas áreas de Construção de Edifícios e Serviços Especializados. Por fim, a Agropecuária teve um saldo positivo de 85.276 postos, com destaque para o cultivo de laranja e soja.
Esses dados não apenas revelam a recuperação do mercado de trabalho em meio a desafios econômicos, mas também a capacidade de adaptação das atividades econômicas frente a novas demandas e realidades sociais. A monitorização contínua e a implementação de políticas públicas eficazes serão essenciais para manter esse crescimento e garantir empregos de qualidade no futuro.
