Ambulância Mobilizada para Falso Chamado
No último dia 5, uma ocorrência inusitada movimentou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Vila Velha, Espírito Santo. A equipe foi acionada para atender um suposto caso de emergência na Avenida Carioca, nas proximidades do bairro da Glória. Ao chegarem ao local, os socorristas se depararam com uma situação totalmente diferente: um protesto promovido pelo ex-deputado estadual Jardel dos Idosos, que estava utilizando um boneco para chamar a atenção das autoridades.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) classificou a chamada como um falso acionamento. Em comunicado, o órgão informou que não havia ninguém ferido nem necessidade de atendimento médico no local. A Sesa condenou a atitude e anunciou que tomará as medidas legais apropriadas contra essa prática, que prejudica o funcionamento do serviço e põe em risco a vida de pessoas que realmente necessitam de socorro.
Repercussão e Consequências do Acionamento Indevido
O secretário de Estado da Saúde, Thiago Hoffmann, se disse “estarrecido” com o ocorrido e considerou a ação irresponsável, salientando que a mobilização de uma ambulância para um falso chamado pode retirar recursos de um atendimento real. “É difícil de acreditar que tenhamos que lidar com situações assim. Esse episódio é simplesmente estarrecedor. É uma irresponsabilidade que nos deixa sem palavras”, afirmou Hoffmann.
O ex-deputado Jardel dos Idosos admitiu que realiza esse tipo de protesto de forma recorrente nas ruas de Vila Velha. Segundo ele, a intenção é alertar o poder público sobre os buracos nas vias da cidade. Após ser confrontado por médicos do Samu, Jardel se comprometeu a retirar o boneco de protesto do local.
Justificativas e Futuras Ações de Protesto
Ele também revelou que optou por essa forma de manifestação porque não pode mais pintar os buracos, uma prática que havia adotado anteriormente. Apesar da repercussão negativa do caso, Jardel mantém a convicção de que seus protestos têm trazido resultados positivos e afirma que continuará a realizar essas encenações.
Para ele, a ocorrência de acionamentos indevidos como o registrado em Vila Velha é rara: “Isso quase não acontece. E, no meu caso, o acionamento não interferiu no atendimento do Samu”, minimizou o ex-parlamentar.
A situação levanta questões relevantes sobre a responsabilidade no uso de serviços de emergência e a importância de garantir que recursos estejam disponíveis para aqueles que realmente necessitam. A Sesa, por sua vez, continua a alertar a população sobre as consequências legais do uso indevido dos serviços de emergência, reforçando que a prioridade deve ser sempre salvar vidas e atender emergências reais.
