Pré-Candidaturas em Foco
O ano eleitoral de 2026 começa no Espírito Santo em meio a uma intensa disputa por duas cadeiras no Senado Federal. Até o momento, são pelo menos 13 candidatos cotados, cada um com suas possibilidades e estratégias. Os senadores Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Podemos) se encontram com a missão de buscar a reeleição em um cenário bastante congestionado.
Contarato, único representante da esquerda na corrida, aparece em pesquisas de intenção de voto, como a realizada pelo instituto Real Time Big Data, onde ocupa posições variando entre a quarta e quinta colocação. O cenário para ele, apesar de desafiador, apresenta uma oportunidade de consolidar seu apoio entre os eleitores.
Por outro lado, Marcos do Val, que foi eleito em 2018 com o apoio de Renato Casagrande (PSB), está enfrentando um momento difícil. Ele figura atualmente no final das listas de pesquisas, tendo se envolvido em polêmicas com o Supremo Tribunal Federal (STF) e, surpreendentemente, está sendo rejeitado até mesmo por setores da extrema direita que antes o apoiavam.
Candidaturas Governistas e Oposições
No campo governista, Renato Casagrande é amplamente considerado o candidato favorito a uma das vagas. No entanto, ele deixou claro que a decisão sobre sua candidatura será tomada apenas em março. Além disso, o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), aparece nas últimas colocações das pesquisas, mas conseguiu angariar apoios significativos, como dos prefeitos Theodorico Ferraço (PP) e Enivaldo dos Anjos (PSB), que retirou sua própria pré-candidatura em prol de Sampaio.
Outro nome que surge como possível candidato ao Senado é o deputado federal Da Vitória (PP), cuja posição dependerá da continuidade da federação União Progressista (PP e União Brasil) na base governista. A ex-senadora Rose de Freitas (MDB) também manifesta a intenção de retornar ao Congresso, porém encontra dificuldades para viabilizar sua candidatura neste cenário competitivo.
Direita em Movimento
Na oposição, as opções são diversas. O ex-governador Paulo Hartung (PSD), embora afirme não ser candidato, figura entre os mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto. Em contraste, o deputado estadual Sérgio Meneguelli (Republicanos) está determinado a se candidatar e já aparece em segundo lugar nas pesquisas, desconsiderando Hartung.
O vereador de Vitória, Leonardo Monjardim (Novo), que também é apoiador do prefeito da Capital, Lorenzo Pazolini (Republicanos), se lançou como pré-candidato ao Senado. Recentemente, ele teve desentendimentos públicos com Carlos Manato, outro apoiador do prefeito, mas ambos conseguiram resolver suas diferenças. Manato também está na disputa pelo Senado, mas encontrou dificuldades dentro do Partido Liberal (PL) e busca um novo abrigo no Republicanos.
O deputado federal Evair de Melo (PP) é visto como uma boa aposta pela ala bolsonarista, mas sua permanência na base de Casagrande pode forçá-lo a mudar de partido, caso as alianças sigam intactas.
Desafios e Alianças Futuras
No contexto bolsonarista, o nome de Maguinha Malta (PL), escolhido pessoalmente pelo presidente estadual Magno Malta, é o único confirmado até agora. Essa escolha levou à saída do deputado estadual Callegari (DC) do partido, uma vez que ele também deseja disputar uma vaga ao Senado. Em dezembro, Callegari fez críticas à falta de democracia interna nos partidos de direita.
A forma como as candidaturas se consolidarão dependerá das alianças que se formarem nas disputas majoritárias. No final de 2025, a ideia de uma frente unificada de oposição perdeu força. O PL busca um candidato a governador que possa servir de palanque para a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência, mas o grupo liderado por Lorenzo Pazolini, que inclui Paulo Hartung, hesita em assumir essa função.
Se o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), insistir em uma candidatura própria ao governo, isso poderá abrir novas oportunidades para candidatos ao Senado. Nesse cenário, a candidatura de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), que parecia improvável, poderia ganhar corpo.
