Mobilização Internacional em Resposta ao Conflito
A reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocada pela Colômbia, ocorre em meio ao intenso conflito na Venezuela. Na madrugada deste sábado, os Estados Unidos realizaram ataques em vários pontos de Caracas, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Atualmente, o Conselho é composto pelos cinco membros permanentes — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos — além da Colômbia, que representa a América do Sul neste contexto. As diretrizes da ONU permitem que países não permanentes participem das reuniões do Conselho, embora sem direito a voto. Neste mês de janeiro, a presidência do Conselho está sob responsabilidade da Somália.
A ministra dos Negócios Estrangeiros do Brasil, assim como outras autoridades, se reuniu em caráter emergencial. De acordo com informações oficiais, não há brasileiros entre as possíveis vítimas dos ataques militares norte-americanos na Venezuela. Além disso, pelo menos 100 brasileiros que estavam em viagem de turismo conseguiram retornar ao país sem enfrentar dificuldades ao longo do dia.
José Múcio, o ministro da Defesa do Brasil, assegurou que não há movimentações anormais na fronteira, embora a situação seja monitorada de perto pelo governo. Contudo, a passagem foi fechada pela administração venezuelana, enquanto do lado brasileiro as operações seguem normalmente.
Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou nas redes sociais, repudiando as ações militares dos EUA e afirmando que essas práticas ultrapassam os limites aceitáveis nas relações internacionais. Lula descreveu a operação como uma grave violação do direito internacional, potencializando um cenário de ‘violência, caos e instabilidade’.
O presidente também fez uma comparação com os piores momentos da intervenção na política da América Latina e do Caribe, ressaltando a ameaça à manutenção da região como uma zona de paz. Ele apelou para que a comunidade internacional, através da ONU, responda de maneira firme a esse episódio, reiterando a posição do Brasil em favor do diálogo e da cooperação.
Em declarações recentes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou que ainda está avaliando a situação na Venezuela após a captura de Maduro. Ele anunciou que Maduro e sua esposa estão a caminho de Nova York, a bordo de um navio da Marinha dos EUA que estava posicionado no Caribe desde o fim de 2025. Antes disso, a localização do presidente venezuelano era desconhecida.
