Conflito Familiar Terminou em Violência na Ceia de Réveillon
Um homem foi preso após agredir e enforcar a própria filha na quarta-feira, 31 de dezembro, no bairro Vila Nova, em Vila Velha. O incidente violento teria sido desencadeado por um desentendimento entre a vítima e a tia, que são vizinhas. Segundo informações da Polícia Militar, após a troca de agressões entre tia e sobrinha, a jovem saiu para comprar bebidas para a festa de Ano Novo, e ao retornar, um novo conflito teve início com seu pai.
A filha relatou à polícia que o pai queria discutir a rixa com a tia, mas ela não estava disposta a dialogar. Nesse momento, o homem perdeu a paciência, partiu para a agressão e enforcou a menina. Para se defender, a jovem reagiu e acertou uma garrafada na cabeça do pai. A situação escalou a ponto de a Polícia Militar ser acionada para conter a violência.
Durante a abordagem policial, o homem alegou que estava apenas se defendendo da garrafada e que sua intenção era corrigir a filha por conta da briga com a tia. Ambos, pai e filha, sofreram ferimentos e foram levados para a delegacia, onde foram ouvidos.
A jovem afirmou que deseja representar contra o pai e que pretende solicitar uma medida protetiva, destacando que ele sempre demonstrou comportamentos agressivos. A Secretaria de Justiça (Sejus) informou que o suspeito foi detido e transferido para o Centro de Triagem de Viana na sexta-feira passada, 2 de janeiro.
Este episódio trágico sublinha a importância de se abordar questões de violência doméstica e conflitos familiares, especialmente em períodos de celebração como o Réveillon. Especialistas em saúde mental alertam que festas de fim de ano podem intensificar tensões familiares, levando a situações de estresse que, em alguns casos, resultam em desfechos dramáticos.
Além disso, é fundamental que as vítimas se sintam seguras para buscar ajuda e que medidas de proteção sejam implementadas para evitar que a violência se repita. Organizações e instituições estão disponíveis para apoiar aqueles que enfrentam situações similares, reforçando a necessidade de um olhar atento e uma rede de apoio para as vítimas de abuso.
