Os Principais Eventos de 2025 na Política Brasileira
O ano de 2025 se destacou por um ambiente político intensamente conturbado, onde Executivo, Congresso e Judiciário dividiram o protagonismo em decisões que tiveram repercussões muito além da capital federal. A investigação e o julgamento da tentativa de golpe de Estado dominaram a agenda política, culminando na condenação e prisão de Jair Bolsonaro e seus aliados. Ao mesmo tempo, o Executivo atravessou um período de turbulência política e fiscal, enfrentando desafios significativos. O aumento do IOF, uma das medidas propostas para elevar a arrecadação, foi rechaçado pelo Parlamento, enquanto temas estruturais avançaram lentamente, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda, a regulamentação da reforma tributária e propostas voltadas à segurança pública. O governo Lula também lidou com crises administrativas, como um escândalo bilionário no INSS, além de tensões nas relações comerciais com os Estados Unidos.
No contexto, 2025 serviu como um ensaio para o clima eleitoral de 2026. Candidaturas prévias foram lançadas e posteriormente abandonadas, alianças começaram a se formar enquanto a família Bolsonaro continuou a ser um foco nas disputas políticas e judiciais. O ano foi repleto de cassações, processos no Conselho de Ética, protestos no plenário e mudanças na legislação, levando o país a um ciclo de intensa movimentação nos bastidores do poder.
Janeiro: O Início de um Ano Conturbado
Janeiro começou com decisões judiciais de grande impacto político e institucional, dando indícios de que o ano não seria tranquilo, nem mesmo durante o recesso. O Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) concentraram esforços em casos ligados à tentativa de golpe, enquanto o governo lidava com desinformação, editava medidas econômicas importantes e avançava em propostas na área da segurança pública. O mês também deu início ao clima eleitoral de 2026, com o anúncio de pré-candidaturas e disputas envolvendo Jair Bolsonaro, além de investigações que reacenderam debates sobre democracia e o uso da máquina pública.
Flávio Dino decidiu suspender o repasse de emendas a 13 ONGs após a Controladoria-Geral da União (CGU) apontar falta de transparência. Entraram em vigor o novo salário mínimo e a regulamentação das apostas esportivas online, e o governo enviou ao Congresso uma medida provisória para o reajuste salarial dos servidores do Executivo. Além disso, a PGR se posicionou contra o pedido de prisão domiciliar do deputado Chiquinho Brazão, acusado de envolvimento no assassinato de Marielle Franco. O governo desmentiu boatos sobre a taxação do Pix, e o cantor Gusttavo Lima anunciou sua intenção de concorrer à Presidência nas eleições de 2026.
Fevereiro e Março: Crises e Decisões Importantes
Fevereiro foi marcado por alguns dos acontecimentos mais graves e simbólicos da política brasileira. O avanço das investigações sobre a tentativa de golpe revelou planos de violência contra autoridades, gerando pressão sobre aliados de Jair Bolsonaro. O STF tomou decisões significativas para a sociedade e o Congresso enfrentou tensões, com embates no plenário e cobranças por transparência no Orçamento. A eleição de Davi Alcolumbre para a presidência do Senado, com 73 votos, e de Hugo Motta para a presidência da Câmara, com 444 votos, foram eventos centrais. No mesmo mês, o governo apresentou ao STF um plano para rastrear e aumentar a transparência das emendas parlamentares.
Março consolidou a intensidade do cenário político. O Supremo avançou decisivamente sobre os desdobramentos da tentativa de golpe, transformando Jair Bolsonaro em réu. O governo também colocou em pauta propostas centrais, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e o Congresso começou a traçar novas regras para o controle das emendas parlamentares. A corrida presidencial de 2026 começou a ganhar contornos mais claros, com anúncios que agitaram o campo da direita.
A Intensificação das Crises e o Cenário Eleitoral
Nos meses seguintes, a situação política se agravou com a intensificação das crises. A prisão de figuras políticas importantes e a aprovação de medidas contundentes no Congresso marcaram abril e maio, incluindo a prisão imediata de Fernando Collor por ordens de Moraes. No Congresso, as cassações e processos disciplinares aumentaram, gerando debates sobre os limites éticos da atuação parlamentar e culminando em denúncias bilionárias no INSS.
Finalmente, em novembro, o clima de tensão estava evidente, com a prisão preventiva de Jair Bolsonaro e decisões judiciais que aprofundaram a trama golpista. O governo do DF pediu uma avaliação médica para determinar se Bolsonaro poderia cumprir pena em um presídio, enquanto a Câmara aprovava uma ampliação da licença-paternidade e a isenção do Imposto de Renda.
Dezembro trouxe à tona a forte tensão entre o Congresso e o STF, resultando em votações de grande impacto e disputas internas que firmaram o cenário eleitoral para 2026. Com um ano repleto de acontecimentos marcantes, 2025 foi, sem dúvida, um ano decisivo para a política brasileira.
